Empresa de logística propôs outro local para pátio de manutenção da Linha 20-Rosa
Prologis sugeriu alternativa para instalação do pátio após desapropriação inviabilizar acesso ao projeto logístico no terreno da antiga Ford em São Bernardo.
A empresa Prologis afirmou ter suspendido o início das obras de um condomínio logístico no antigo terreno da fábrica da Ford, em São Bernardo após a área ser escolhida para abrigar o pátio de manutenção da Linha 20-Rosa do Metrô.
Segundo afirmou Hermano Souza, gerente nacional da empresa, em entrevista ao Diário do Grande ABC, a área desapropriada inviabiliza um dos acessos planejados para o empreendimento logístico no terreno onde funcionava a antiga fábrica da Ford.
A localização do pátio é considerada estratégica para o projeto metroviário, o que levou à emissão da Declaração de Utilidade Pública (DUP) pelo governo de São Paulo. A empresa propôs que o governo estadual utilize um espaço menor, de 160 mil metros quadrados, para acomodar o pátio, porém, em outra parte do enorme terreno que abrigou as linhas de montagem da Ford.
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Divulgação Metrô de São Paulo
ouza disse que a empresa estava conversando com o Metrô e o governo Tarcísio de Freitas em busca de uma solução amigável, mas foi surpreendida com o decreto de desapropriação. Nele, o Metrô reservou uma área de 227,6 mil metros quadrados próximo à Via Anchieta, onde a Prologis pretendia ter um dos acessos.
O espaço fica também próximo à futura via operacional da Linha 20-Rosa, daí a escolha do local em vez de outros trechos mais distantes. Assim como as linhas 19-Celeste e 16-Violeta, o ramal que ligará o ABC a São Paulo será totalmente subterrâneo, o que significa um custo elevado para abrir túneis.
Os dois lotes da Linha 20-Rosa (CMSP)
A Prologis adquiriu o terreno da antiga Ford no início de 2024, com planos de desenvolver um grande complexo logístico no local. Rumores afirmaram que o Mercado Livre teria planos de instalar um grande armazém de produtos ali, porém, a Prologis negou que isso tenha ocorrido.
A Linha 20-Rosa está em meio a estudos e o projeto básico, que deverão ficar prontos durante 2026. O governo pretende preparar um leilão de concessão possivelmente em 2027, com obras sendo iniciadas em 2028. Serão 33 km de extensão e 24 estações em seu formato final, ligando Santo André a Santa Marina.
