Empresa quer concluir trem bala SP-Rio em tempo recorde e cobrar passagem de R$ 500
Presidente da TAV Brasil afirmou que serviço de trem de alta velocidade entre as duas maiores cidades brasileiras pode estrear em 2032
Para Bernardo Figueiredo, CEO da empresa TAV Brasil, o trem bala entre São Paulo e Rio de Janeiro poderá ficar pronto já em 2032.
O projeto de trem de alta velocidade, orçado em R$ 60 bilhões, ainda está em meio aos estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, mas o executivo acredita que o serviço possa começar em apenas sete anos.
Trata-se de uma previsão que coloca o trem bala apenas um ano após a estreia do TIC Eixo Norte, trem de média velocidade entre São Paulo e Campinas.
Detalhe é que o serviço paulista já está com contrato assinado e obras para serem iniciadas em 2026, com prazo de conclusão de cinco anos.
Figueiredo forneceu a previsão em entrevista à revista Exame, onde também citou um preço de R$ 500 para a viagem de ida entre São Paulo e Rio.

O trem bala deverá ter 417 km de extensão e 4 estações – São Paulo, São José dos Campos, Volta Redonda e Rio de Janeiro – e realizar a viagem em 105 minutos.
Vale observar que uma viagem de avião entre as duas capitais costuma ser mais barata e com tempo menor.
Os locais exatos, no entanto, ainda dependem de negociações, mas a ideia é que Rio e São Paulo tenham estações centrais a fim de revitalizar essas regiões.
Empresas chinesas, espanholas e fundos árabes
A TAV Brasil, que foi autorizada pelo governo federal a construir e explorar o projeto pelo período de 99 anos em 2023, busca agora por investidores dispostos a bancar o custo do projeto.
Após concluir os estudos, a empresa pretende pleitear as licenças necessárias para então começar as obras.

Como a empresa não tem capital suficiente para o investimento, estão ocorrendo conversas com grupos chineses, espanhóis e fundos árabes para buscar os recursos necessários tanto para implantação quanto operação.
A ideia é oferecer como atrativo a possibilidade de desenvolver projetos comerciais no entorno das estações, disse Figueiredo.
A despeito do otimismo, restam ainda muitas questões complexas como aspectos técnicos e jurídicos que precisam ser vencidos antes que os trabalhos de fato possam começar.
