Operação em ‘Y’ ou ‘T’? Veja por que Linha 17-Ouro ainda não terá dois destinos em um sentido

Ramal de monotrilho abrirá oitava estação, Washington Luís, mas com um trem isolado indo até Brooklin Paulista

Trem da Linha 17-Ouro e ao fundo a estação Brooklin Paulista
Trem da Linha 17-Ouro e ao fundo a estação Brooklin Paulista (CMSP)

Após mais de 50 anos de operação, o Metrô de São Paulo ganhará sua primeira linha em ‘Y’ com a inauguração próxima da estação Washington Luís, parte da Linha 17-Ouro, diz o governo do estado. Será verdade? Para este site, ainda não é desta vez que o monotrilho fará esse tipo de operação.

Pode ser questão de semântica ou mesmo um conceito técnico, mas a abertura da 8ª estação da Linha 17 ainda não oferecerá ao passageiro o serviço definitivo que caracteriza o tal “Y”. Seria mais um “T”, para recorrer a mais uma letra do alfabeto como esquema de circulação de trens.

Mas, afinal, o que é uma operação em “Y”? Nada muito complicado: trens com destinos diferente em um dos sentidos. Você está em uma estação e verá trens com serviços alternados e precisa prestar atenção para não embarcar na composição errada.

Será assim na Linha 17, porém, apenas quando o Metrô colocar trens seguindo para o Aeroporto de Congonhas ou Washington Luís. Se é que isso ocorrerá já que a demanda do ramal deve ser restrita nesta fase. 

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Mas quando o monotrilho chegar ao Jabaquara ou, então, avançar algumas estações após Washington Luís, possivelmente o ‘Y’ será empregado.

Operação em ‘Y’ e operação em ‘T’: veja as diferenças (Metrô CPTM)

Por enquanto, nesta fase de operação transitória, a companhia está empregando dois serviços separados, ou looping operacional. Um percorre o eixo Morumbi-Aeroporto de Congonhas, com trens indo e voltando pela mesma via. Uma terceira composição fará, por sua vez, o bate-e-volta entre Brooklin Paulista e Washington Luís, formando a ‘perna’ do T (veja infográfico).

Alguns poderão argumentar que, com a nova estação, a Linha 17 terá um formato de ‘Y’, mas na prática é como se o trecho Brooklin-Washington Luís fosse um rabicho com vida própria, a despeito de utilizar alguns metros de via em conjunto com o serviço principal.

Vale dizer que a operação transitória atualmente empregada é um serviço bastante peculiar e restrito do monotrilho. É como se fosse um grande treino – ou degustação – da operação real, que será feita com vários trens em carrossel, como em outros ramais do Metrô.

Isso, espera-se, terá início até outubro, quando o horário de funcionamento será pleno, haverá cobrança de passagem e, quem sabe, o inédito serviço em ‘Y’ de verdade.