Empresários da Mooca se mobilizam para mudar local de pátio da Linha 16-Violeta

Empresas estão instaladas em galpões ao longo da Avenida Henry Ford e que foram apontados como local para área de manutenção

Linha 16-Violeta deve terminar em Teodoro Sampaio
Linha 16-Violeta deve terminar em Teodoro Sampaio (Montagem com uso de IA)

Reações à projetos de linhas de metrô são comuns e vão de moradores que temem mudanças na região de futuras estações até movimentos que visam evitar a valorização imobiliária no entorno. A eles surgiu um novo grupo, o de empresários que querem ver o pátio da Linha 16-Violeta em outro local.

O grupo, formado por cerca de 200 empresas instaladas na região da Avenida Henry Ford, na Mooca, se mobilizou antes mesmo das audiências públicas sobre o projeto do ramal de 19 km de extensão e 16 estações.

Durante os eventos, várias pessoas, incluindo um advogado ligado ao Shopping Mooca, que fica fora da área afetada, se manifestaram contra a implantação do pátio, necessário para que o ramal possa operar.

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A pressão segue, incluindo reportagens recentes como a da Folha de São Paulo nesta segunda-feira, 27. Segundo o grupo, o objetivo é convencer o governo do estado a mudar o local do pátio e para isso sugeriram duas áreas nas proximidades, uma delas próxima ao Viaduto São Carlos, onde a Linha 16 passará.

O complexo São Carlos, da Linha 16-Violeta e a Vala Henry Ford, de onde partirão os tatuzões (GESP)

A área, pertencente ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), estaria contaminada, no entanto. Outro local é um terreno desocupado, mas distante do eixo do ramal, o que levaria o projeto a um aumento de custos.

Pátio híbrido com instalações comerciais?

A nova polêmica ocorre em um ponto crucial do projeto da Linha 16-Violeta. O ramal saiu da fase de estudos do Metrô para ser um dos próximos a serem leiloados pelo governo Tarcísio de Freitas após a construtora Acciona demonstrar interesse por assumir sua implantação.

A sugestão da localização do pátio, inclusive é da própria Acciona, que receberá R$ 42 milhões por ter feito o projeto preliminar do ramal. Segundo a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), que coordena o futuro leilão, a área do pátio é menor do que a prevista anteriormente pelo Metrô.

No momento, a Linha 16-Violeta está com a consulta pública aberta até o dia 7 de novembro, quando então a SPI irá se debruçar nas sugestões recebidas e elaborar o edital que deve ser publicado no primeiro trimestre de 2026.

Pátio Santa Marina da Linha 20-Rosa deverá explorar potencial imobiliário (CMSP)

A concepção apresentada pela Acciona prevê um pátio com vias perpendiculares à Linha 16, o que fará com que os trens acessem túneis com um grande raio de curva para chegar ao local, indo do subterrâneo até a superfície.

Uma alternativa seria conceber o pátio em um nível inferior e então aproveitar a área superior para implantação de áreas comerciais, algo que o governo avalia em outras áreas de manutenção como na Linha 20-Rosa.

A chegada da Linha 16-Violeta (e também da Linha 6-Laranja) à Mooca tem enorme potencial de transformar a região para melhor. Antes um local que sediou indústrias, o entorno hoje possui baixa ocupação populacional, além de lugares abandonados.