Estação Anália Franco será a primeira do Metrô de São Paulo a buscar certificação ambiental internacional

Projeto da futura estação da Linha 2-Verde servirá como piloto para adoção do selo LEED em empreendimentos da companhia

Estação Anália Franco
Estação Anália Franco (Márcia Alves/CMSP)

A futura estação Anália Franco, da expansão da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo, deverá se tornar a primeira da companhia a buscar uma certificação ambiental internacional. A informação foi revelada pela Folha de S.Paulo em entrevista com representantes do Metrô.

A certificação escolhida é a LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), um dos principais selos de sustentabilidade para edificações do mundo. O sistema avalia critérios como eficiência energética, consumo de água, qualidade ambiental interna, gestão de resíduos e impactos do empreendimento sobre o entorno.

Embora certificações desse tipo sejam relativamente comuns em edifícios corporativos e comerciais, sua adoção em estações metroviárias ainda é rara no Brasil. A proposta do Metrô é utilizar Anália Franco como projeto-piloto para desenvolver experiência nesse tipo de processo antes de aplicá-lo em futuras expansões da rede.

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A estação faz parte do primeiro trecho da expansão da Linha 2-Verde entre Vila Prudente e Penha, atualmente em obras na Zona Leste da capital. Segundo o cronograma oficial, ela integra o grupo de quatro estações previstas para entrar em operação em 2027, ao lado de Orfanato, Santa Clara e Vila Formosa.

Estação Anália Franco (iTechdrones)

De acordo com a companhia, a escolha de Anália Franco ocorreu porque a obra já está em estágio avançado, com as estruturas civis próximas da conclusão e o início da instalação de sistemas e equipamentos operacionais.

Como o projeto da estação foi concebido antes da decisão de buscar a certificação, o Metrô pretende inicialmente alcançar o nível Silver do selo LEED. Em empreendimentos futuros, a expectativa é incorporar os requisitos ambientais desde as etapas iniciais de planejamento, permitindo a obtenção de classificações mais elevadas.

Entre as soluções previstas estão sistemas de captação e reaproveitamento de água de chuva para limpeza, irrigação e descargas sanitárias, além de dispositivos voltados à redução do consumo de água potável. Também estão previstos equipamentos de iluminação em LED, escadas rolantes com controle eletrônico de funcionamento e sistemas para melhorar a eficiência energética da estação.

O projeto inclui ainda áreas verdes no entorno da estação para aumentar a permeabilidade do solo e reduzir a formação de ilhas de calor, uma das exigências avaliadas pelos protocolos internacionais de sustentabilidade.

A certificação só poderá ser solicitada após a entrada da estação em operação. Nessa fase, auditores independentes verificam se as soluções previstas no projeto foram efetivamente implantadas e se os indicadores de desempenho atendem aos requisitos exigidos pelo sistema.

Com cerca de 28 mil metros quadrados de área construída e aproximadamente 40 metros de profundidade, a estação Anália Franco será uma das maiores da expansão da Linha 2-Verde. O projeto prevê seis níveis internos, 23 escadas rolantes e oito elevadores.

A extensão da Linha 2-Verde deverá acrescentar 8,3 quilômetros e oito novas estações entre Vila Prudente e Penha em sua primeira fase. Em etapas posteriores, o ramal seguirá até Guarulhos, tornando-se a linha mais extensa da rede metroviária paulista.

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