Linha 17-Ouro mostra evolução em operação transitória
Trens já circulam com velocidade mais elevada enquanto alinhamento de portas de plataforma é aprimorado
Após dois meses de operação transitória da Linha 17-Ouro, a reportagem do MetrôCPTM voltou ao ramal de monotrilho para avaliar o serviço ainda em caráter provisório.
Desde 1º de abril, a nova linha opera entre 10h e 15h, de segunda a sexta-feira em sete das oito estações. Apenas dois trens trafegam pelo ramal, um em cada via, o que o Metrô chama de serviço ‘shuttle’. A operação normal em carrossel deve começar até o final deste mês, quando a estação Washington Luís for aberta e o ‘Y’ começar a funcionar.
Por ‘Y’, falamos da operação com dois destinos diferentes, Congonhas e Washington Luís, em que o passageiro terá de escolher em um dos sentidos. Apesar disso, não será surpresa se apenas um trem fazer o ‘bate-e-volta’ entre a nova estação e Brooklin Paulista.
Ainda assim será um momento marcante porque o Metrô ativará os aparelhos de mudança de via em operação normal, não apenas teste. A medida permitirá mais trens em operação, reduzindo o atual intervalo elevado, que pode variar de 15 a 30 minutos, como vimos na sexta-feira, 5 de junho, durante nossa visita.
Nesses pouco mais de 60 dias operando, apenas com alguns imprevistos mais causados por furtos de cabos do que outros motivos, o monotrilho já mostrou alguma evolução. Se no início os trens circulavam em velocidade relativamente baixa, agora testemunhamos as composições atingindo mais de 50 km/h em alguns trechos.
Pontos esperados de evolução, a sincronização das portas de plataforma e alinhamento dos trens, também se confirmaram. Somente notamos um funcionamento deficiente durante o embarque em Aeroporto de Congonhas.
A Linha 17-Ouro conta com um recurso útil desde sua estreia, paineis eletrônicos que trazem o tempo de espera para o próximo trem. Eles, no entanto, não funcionam ainda em todas as estações.
Sobre o temor de trepidações como na Linha 15, o novo monotrilho praticamente eliminou essa possibilidade. O que se nota é um leve ‘balanço’ mas um deslocamento mais suave e mais próximo de trens convencionais.
Por outro lado, o site notou um movimento bem pequeno no ramal, boa parte sugerindo serem curiosos em conhecer o monotrilho. Era meio de feriado, portanto, a demanda pode ser um pouco diferente de dias úteis ‘normais’.
Vale observar que a Linha 17 se tornará realmente uma opção com a ampliação do horário de funcionamento a fim de incluir trechos de pico. Isso deve acontecer entre setembro e outubro, segundo declarações recentes do governo e da companhia.







Até hoje implico que a L8 / 9 não tem um sistema de “viagem em Y” na era CPTM. Entendo os motivos, mas ao mesmo tempo sempre acho chato isso, pois poderia ser uma forma de desafogar o sistema, distribuindo a carga de passageiros. Bastaria só aprimorar os sistemas de mudança de via e criar uma linha extra em Leopoldina.
Off-Topic a parte, só trouxe isso pois que eu vagamente me lembre, fora a L15, hoje só as linhas que passam no trecho Barra Funda – Brás compartilham plataformas na Luz, o que podemos considerar algo similar a sistemas em Y. Vai ser interessante na hora que ativarem a Washington Luiz, pois uma coisa que me passou pela cabeça agora é a L15 ter uma análise de demanda e fazer direcionamento das composições conforme verem a quantidade de pessoas por destino e horário. Por exemplo, ela pode enviar dois ou três composições para Congonhas e uma para Washington em horários de vale, e uma a cada destino em horários de pico.
Só lembrando que a estação Washington Luiz também termina na avenida do mesmo nome, onde há um eixo de ônibus por lá para a zona sul (Interlagos, Grajaú e outros). Não me lembro se haverá terminal de ônibus na estação, mas se tiver, vai ser interessante analisar a demanda.
O único serviço em Y relevante nas L8 e L9 é um expresso entre Barueri e pinheiros, do contrário não existe motivo pra sobrepor as duas linhas, oq falta é justamente reduzir os intervalos de ambas as linhas e alinhar a operação, algo que não ocorre, o máximo que acontece é um trem da L8 esperar um pouco a mais em Presidente Altino quando se tem um da L9 chegando, ambos no sentido Osasco-Itapevi
Já li sobre ideias de fazer um Barra Funda – L9 no passado, e lembremos que na época da Fepasa havia os trens de viagem que faziam a rota. O ponto é a demanda, e creio que deve existir, pois há um número alto de baldeação em Altino e Osasco para acessar a L9.
Não entendo muito de origem e destino, mas acho que um Y entre Barra Funda e Pinheiros daria uma boa distribuição de passageiros. Os “expressos Autódromo” tinham um quê disso, diga-se.
Não tem terminal de ônibus em Washington Luís, o que é um erro. Acho que devem ajustar itinerários das linhas na região, principalmente aquelas que fazem ponto final da região da Vila Santa Catarina para atender a estação.
Sim. Falei pq lembrei que o ponto principal de passagem é por baixo da ponte da avenida -ou tou confundindo com a Cupecê. Vamos ver no que vai dar.