Estação Higienópolis-Mackenzie da Linha 6-Laranja avança, mas túnel preocupa
Parada contará com integração para a Linha 4-Amarela em uma região com grande movimento de pessoas. Dois poços, no entanto, ainda não haviam iniciado escavações
Em seu site, a Linha Uni, concessionária operadora da Linha 6-Laranja de metrô em São Paulo, informa que a construção da estação Higienópolis-Mackenzie está perto da marca dos 70%.
Na prática, isso significa que a área das plataformas, mezaninos e o túnel de conexão com a Linha 4-Amarela, têm os trabalhos em fase avançada, mantendo a previsão de entrega no próximo ano.
Imagens aéreas registradas por este site mostram que o poço principal já está com os “moldes” do primeiro piso abaixo do nível da rua, com espaço para escadas rolantes do acesso. Já na entrada secundária do outro lado da rua, o Acesso Sergipe, o poço está com a passagem por baixo da pista já construída, aguardando os próximos passos, como o acabamento e lajes de acesso ao nível da superfície.
O ponto de preocupação, no entanto, envolve dois poços do chamado SE Sabesp, que fica ao lado da estação da Linha 4-Amarela.
Eles fazem parte do túnel de ligação entre os dois ramais, ponto vital para que os passageiros possam realizar a transferência entre as linhas 4 e 6.
Planta que detalha o posicionamento dos túneis da estação Higienópolis-Mackenzie (Linha Uni)
Não há muitas informações a respeito da passagem, mas é conhecido que serão dois túneis menores, provavelmente criando a estratégia de um direcionado para cada sentido pelos passageiros. Durante o sobrevoo constatamos que apenas a marcação circular de ambos estava feita, sem que as escavações em si tenham sido iniciadas há pouco mais de um ano da previsão de inauguração (outubro de 2027).
Como mostramos anteriormente, a desapropriação da área foi realizada bem depois das obras terem começado, em 2024.
Na época, o governo do estado decretou como de utilidade pública quatro imóveis na Rua da Consolação entre os números 1.231 e 1.243, perfazendo 567 metros quadrados de área. No local existiam um terreno aparentemente ocupado pela Sabesp e um edifício residencial de três pavimentos com comércio no nível térreo.
O site enviou questionamentos para a Linha Uni, porém, até a publicação deste artigo, não havíamos recebido uma resposta.

