O Metrô de São Paulo negou provimento a um recurso da empresa Thyssenkrupp Elevadores nesta semana e confirmou a vitória da concorrente Escal Indústria e Comércio de Elevadores e Escadas Rolantes na licitação que prevê a ampliação do número de escadas rolantes nas estações Faria Lima e Pinheiros além de um elevador na primeira, ambas da Linha 4-Amarela. O processo havia sido lançado em maio de 2019, mas foi suspenso por vários meses até o julgamento das propostas ser publicado em janeiro deste ano.

A Thyssenkrupp teve sua proposta rejeitada por não ter apresentado a planilha de preço e cronograma de execução, segundo o Metrô – a empresa havia feito uma oferta de R$ 8,1 milhões contra R$ 6 milhões da Escal. A fabricante, com sede no Rio de Janeiro, no entanto, entrou com recurso administrativo em fevereiro, paralisando o certame.

Caso não haja nenhuma ação na Justiça, a Escal deverá fornecer e instalar oito novas escadas rolantes na estação Pinheiros e que estavam previstas no projeto original. O espaço para elas pode ser notado ao lado dos dois lances de escadas existentes em cada andar da estação. Com isso estarão disponíveis para os passageiros 32 conjuntos, facilitando o acesso às plataformas.

A licitação também inclui uma escada rolante para um dos acessos da estação Faria Lima e um elevador. A parada é a 3ª mais movimentada da Linha 4 das que não são conectadas a outros ramais, atrás de São Paulo-Morumbi e Butantã. Passaram diariamente por ela 44 mil usuários em fevereiro.

Já Pinheiros, que é ligada à Linha 9-Esmeralda, movimento em média 120 mil passageiros por dia. A conexão entre as duas linhas tem sido um problema desde a sua inauguração há quase uma década. Para ir de uma plataforma à outra é necessário utilizar seis lances de escadas e nos horários de pico muitos passageiros costumam utilizar as escadas fixas ou elevadores.

Acesso da estação Faria Lima (GESP)

Originalmente a ligação entre as duas estações deveria ser mais rápida e eficiente. O plano seria construir um túnel no primeiro subsolo de forma que o fluxo de passageiros seguisse para acessos embaixo das plataformas da estação da CPTM, mas o Metrô optou por simplificar o projeto e construir uma passarela sobre a Marginal Pinheiros.

No edital de concessão para a iniciativa privada das linhas 8 e 9 da CPTM, o governo do estado sugere a implantação de uma segunda passarela aproveitando o acesso desativado da estação Pinheiros que levava para o antigo terminal de ônibus.