Estrutura em grandes arcos começa a revelar visual da Estação Santa Clara
Projeto da futura parada da Linha 2-Verde combina extensa cobertura arqueada com um grande volume circular envidraçado para levar iluminação natural ao interior da estação
Uma enorme estrutura formada por sucessivos arcos metálicos brancos começa a dominar o canteiro da Estação Santa Clara, uma das oito novas paradas que farão parte da expansão da Linha 2-Verde entre Vila Prudente e Penha.
Imagens aéreas recentes da iTechdrones mostram que a montagem já permite compreender uma das características arquitetônicas mais incomuns da futura estação. Os grandes arcos se repetem por quase toda a extensão de um edifício retangular, formando uma cobertura curva que será um dos elementos mais visíveis de Santa Clara na Avenida Sapopemba.
O desenho não se limita a criar uma identidade visual para a estação. Plantas e cortes do projeto executivo consultados pelo MetrôCPTM revelam o que ficará protegido pela grande estrutura e ajudam a entender a razão de suas dimensões.
Sob os arcos ficará uma ampla área de circulação vertical. No centro estão previstas duas escadas rolantes e uma escada fixa, que iniciam o percurso dos passageiros pelos diferentes níveis da estação.
Um corte do projeto mostra que esse primeiro conjunto é seguido por outros lances de escadas em níveis inferiores. Santa Clara foi implantada em grande profundidade e utiliza uma sequência de circulações verticais para conectar a superfície ao corpo subterrâneo onde estarão as plataformas e os túneis da Linha 2.
Poço central da estação Santa Clara (iTechdrones)
A solução ajuda a explicar as proporções da estrutura vista atualmente no canteiro. A cobertura não funciona como uma simples marquise sobre uma entrada, mas protege uma grande área do edifício por onde circularão os passageiros durante a descida e a subida pela estação.
E os arcos não serão a única forma pouco convencional visível na superfície.
Ao lado do edifício retangular está o enorme poço circular construído durante as obras de Santa Clara. Sobre ele, o projeto prevê uma cobertura também circular, em estrutura metálica e vidro.
Os desenhos especificam uma cobertura do tipo “glazing”, com shed para ventilação. Além de fechar o poço, a solução permitirá a entrada de iluminação natural no interior da estação.
Vista de cima, a composição arquitetônica será particularmente incomum: o grande volume alongado protegido pelos arcos ficará ao lado de uma estrutura circular envidraçada, acompanhando a geometria do poço subterrâneo.
Acesso secundário de Santa Clara (iTechdrones)
Há ainda outro elemento circular, de dimensões menores, na extremidade oposta do edifício. Nesse caso, a função é técnica: as plantas indicam duas saídas de exaustão da estação.
O projeto também prevê áreas ajardinadas e espaços de integração com o entorno. Junto à Avenida Sapopemba aparecem uma parada de ônibus, área de embarque e desembarque e espaço destinado a táxis.
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A transformação fica ainda mais evidente quando as imagens atuais são comparadas com registros de alguns anos atrás. Em 2023, o local onde hoje se ergue a estrutura arqueada ainda aparecia praticamente aberto, deixando expostas as estruturas de concreto e os grandes poços utilizados na construção da estação.
Parte dos serviços remanescentes de Santa Clara e da vizinha Orfanato passou recentemente a integrar uma nova contratação do Metrô de SP. O contrato, no valor de R$ 127 milhões, contempla obras civis remanescentes e acabamentos das duas estações.
Santa Clara está no pacote de quatro estações que devem ser as primeiras a serem inauguradas, junto de Orfanato, Anália Franco e Vila Formosa. A expectativa é que isso ocorra por volta de 2028.

