Expansão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra entra em 2026 em ritmo lento

Canteiro da estação Taboão continua sem movimento enquanto imóveis começam a ser desocupados onde ficará a estação Chácara do Jockey

Canteiro da estação Taboão da Serra em janeiro de 2026
Canteiro da estação Taboão da Serra em janeiro de 2026 (Thiago Nonato)

Em 2025, o projeto da expansão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra ganhou as manchetes, foi destacada por vários políticos, passou por cerimônias de início, mas até o momento pouco tem ocorrido nos locais onde o ramal de metrô será estendido.

Imagens do fim de semana revelam que a obra entrou em 2026 em ritmo lento, quase parado. O canteiro da futura estação Taboão da Serra, onde antes funcionou uma concessionária de veículos, foi palco de alguns eventos políticos, mas praticamente o que se viu foi um ‘teatro’.

Máquinas que iriam demolir as estruturas no local ensaiaram um início de trabalho mas, passados meses desde os eventos, muito do que se viu continua lá em pé.

Tapumes pichados no canteiro da estação Taboão da Serra (Thiago Nonato)

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A única exceção visível é uma atividade de sondagem do subsolo, um passo importante para que as escavações comecem. Além disso, os tapumes estão pichados, sinal que o local não parece assim tão ocupado.

Na estação Chácara do Jockey, esta na capital paulista, o que se vê são alguns imóveis desocupados, pichados e com janelas suprimidas enquanto outros ainda funcionam. Não há placas nem tapumes sugerindo a chegada das tão esperadas obras.

Governador Tarcísio aciona máquina na estação Taboão da Serra da Linha 4 em abril do ano passado (GESP)

Entrega em 2031 apenas

Embora seja uma extensão de um ramal já em operação e que não exigirá pátio ampliado ou implantação de sistemas novos, o trecho tem previsão de entrega apenas em fevereiro 2031. O prazo de execução da obra é de: 64 meses, contados a partir de 29 de outubro de 2025.

A data é bem distante do que o governo do estado estimava até então. Por muito tempo falou-se em 2028 e quatro anos de obras. Posteriormente, o governador Tarcísio de Freitas, já em meio a atrasos para assinar o aditivo, previu que a extensão ficaria pronta em 2029, mas que acredita que ela pudesse ser feita em 36 meses e manter o prazo original.

Sondagens de subsolo na frente da estação Taboão da Serra (Thiago Nonato)

Serão 3,4 km de trilhos, três poços de ventilação e duas estações (além de Taboão da Serra, também Chácara do Jockey em São Paulo). Estima-se um investimento de mais de R$ 4 bilhões para tirá-la do papel, o que inclui também seis novos trens fornecidos pela CRRC.

Vale lembrar também que a ViaQuatro não irá usar um tatuzão para escavar os túneis, o que significa aplicar o método NATM (ou túnel mineiro), que tem avanço mais lento já que é feito pela retirada de camadas de terra e que precisam de reforço de concreto para manterem sua integridade.

Para implantar a chamada fase 3, a ViaQuatro ficará à frente da concessão por mais 20 anos, ou seja, até junho de 2060. Com as estações prontas, a expectativa é que mais 50 mil usuários passem a circular no ramal, que ganhará também um novo terminal de ônibus em Taboão da Serra.

Imóvel desapropriado para dar lugar à estação Chácara do Jockey (Thiago Nonato)