O Governo Federal autorizou nesta quinta-feira, 26, a construção do “people mover” que ligará a estação Aeroporto Guarulhos, da Linha 13-Jade (Aeroporto-Guarulhos – Engenheiro Goulart), da CPTM, aos três terminais existentes no aeroporto.  O trâmite para alteração do contrato de concessão da GRU Airport levou mais de um ano para ocorrer por conta da mudança que envolve o pagamento da outorga pela concessionária.

Segundo a Folha de São Paulo, que publicou a informação, o termo de autorização foi assinado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, e enviado a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).

A obra ficará sobre responsabilidade da GRU Airport e deve custar em torno de R$ 175 milhões, que será abatida do valor da outorga que é paga ao Governo Federal (cerca de R$ 1 bilhão por ano). Segundo rumores, há dois concorrentes favoritos para construir o modal: a Doppelmayr, fabricante austríaca especializada em teleféricos de turismo, e o consórcio brasileiro AeroGRU, formado pelas empresas Aeromóvel, HTB, FBS e TSEA.

O projeto, que ainda pode ser revisado pela GRU Airport, prevê que a estação do Terminal 2 seja construída no meio do terminal, entre as alas A e B. A estação Terminal 3 deve ficar próximo ao prédio de estacionamento e a parada do terminal 1 onde hoje é o embarque e desembarque de veículos.

Hoje, quem chega a estação Aeroporto-Guarulhos precisa pegar um ônibus gratuito que leva aos 3 terminais. O Terminal 3, o mais distante da estação, fica a 2 km de distância.

O traçado é o mesmo do projeto original da GRU Airport

Promessa de ficar pronto em março de 2021

O governador de São Paulo, João Doria, chegou a prometer no ano passado que as obras do monotrilho começariam em setembro de 2019 e que ficariam prontas em apenas 18 meses, ou seja, o sistema estaria disponível aos passageiros em março de 2021. Agora a expectativa é que as obras comecem no primeiro semestre de 2021 caso a GRU Airport celebre o contrato com a empresa escolhida nas próximas semanas.

Gestado ainda quando Doria e Bolsonaro mantinham uma relação cordial, o projeto do people mover emperrou em aspectos burocráticos em Brasília. Foi preciso contar com a anuência do TCU (Tribunal de Contas da União) e também com revisão pela ANAC e pela Secretaria Nacional de Aviação Civil.

O “monotrilho” transformou-se numa solução paliativa após a GRU Airport impedir a implantação do projeto original da Linha 13-Jade, que previa que a estação Aeroporto Guarulhos ficasse em frente ao estacionamento do Terminal 2, de onde seria possível caminhar até o aeroporto.