Após incêndio em trem do Metrô do Recife, críticas à CBTU aumentam
Sindicato atribui incidente a falta de investimentos enquanto governo federal busca aprovar investimentos emergenciais
Um incêndio em um trem do Metrô do Recife, causado por pane elétrica no sábado (25), resultou na paralisação total da Linha Centro. O incidente ocorreu entre as estações Curado I e Alto do Céu, sem deixar feridos, mas o episódio intensificou críticas de entidades representativas dos trabalhadores do setor à situação da CBTU, estatal que opera o serviço.
O Sindicato dos Metroviários de Pernambuco e a Federação Nacional dos Metroferroviários atribuem o episódio ao que classificam como anos de abandono e falta de investimentos no sistema. Os representantes também manifestaram preocupação quanto à política de privatização em curso.
Ao mesmo tempo, no próprio sábado, ministro Silvio Costa Filho anunciou que fará uma reunião emergencial entre o governo federal, o governo do estado e prefeituras para discutir a situação do metrô.
A gestão Lula planeja repassar o sistema para o estado de Pernambuco, que então fará uma concessão à iniciativa privada nos moldes do que foi feito em Belo Horizonte.
O Metrô do Recife, inaugurado há quatro décadas, transporta cerca de 170 mil pessoas diariamente. Nos últimos anos, o sistema tem enfrentado desafios operacionais e restrições orçamentárias.
O leilão para concessão à iniciativa privada está previsto para o primeiro semestre de 2026. O Ministério das Cidades defende a privatização como estratégia para elevar a qualidade do serviço ofertado à população.
Mapa de estações do Metrô do Recife (CBTU)
