Linha 1-Azul já conta com nova concessionária que administra área comercial de 19 estações

Empresa RZK Concessões assumiu gestão em janeiro após primeira colocada na licitação ter sido inabilitada. Empresa pagou valor inicial de R$ 12,8 milhões para assumir 1.200 de área útil
Estação da Linha 1-Azul (Jean Carlos)

Desde a segunda quinzena de janeiro, a Linha 1-Azul do Metrô tem um novo concessionário responsável por gerenciar 1.200 m ² de áreas comerciais em 19 das suas 23 estações, a empresa RZK Concessões.

A companhia do estado celebrou um contrato com a RZK no dia 14 de janeiro após a empresa oferecer R$ 12,8 milhões pela concessão. O Metrô havia lançado a licitação em 2021 e que teve como melhor proposta a feita pela Atlântica Construções Comércio E Serviços, de R$ 12,5 milhões.

A vencedora, no entanto, acabou inabitilitada em setembro, o que fez o Metrô convocar a RZK, segunda colocada com um valor de R$ 9,2 milhões, mas que havia registrado na ata da sessão pública disposição para pagar R$12,8 milhões.

A concessão das áreas comerciais da Linha 1-Azul será feita por fases. Segundo contrato, a empresa terá de início pouco mais da metade da área total liberada. Ainda em 2022, a RZK receberá mais 323 m², 22 m² em 2023, 194 m² em 2024 e 48 m² em 2025.

Das 23 estações da Linha 1 apenas Ana Rosa, Paraíso, São Bento e Sé não fazem parte do contrato

Além do direito de locar os pontos comerciais, a concessionária também implantará sanitários públicos e áreas de apoio para lojistas.

O Metrô também receberá parte do faturamento mensal da RZK, num percentual de 57,93% do valro bruto ou um mínimo de R$ 923 mil. Durante os 30 anos de vigência, a companhia estadual deverá receber um valor de ao menos R$ 340 milhões pela cessão do espaço.

Trata-se do segundo ramal concedido em bloco, após a Linha 2-Verde. O Metrô já realizou uma primeira licitação da Linha 3-Vermelha, mas apenas a própria RZK compareceu com uma proposta considerada muito baixa. A companhia deve voltar a oferecer os espaço num futuro breve, acredita-se.

Com prejuízos volumosos, o Metrô tem buscado ampliar as receitas não tarifárias por meio de parcerias e concessões de ativos em suas estações.

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