Linha 16-Violeta de metrô deve ter contrato assinado ainda em 2026
Governo do estado planeja lançar edital no primeiro semestre do ano que vem e assinar contrato até setembro. Audiências públicas estão marcadas para outubro
A Linha 16-Violeta de metrô pode ser entregue em 2034, se os planos do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) forem bem sucedidos.
O novo ramal que terá 19 km em sua primeira fase, tem previsão de início da concessão já em 2026, segundo a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI).
Isso significa que a futura concessionária terá oito anos para implantar a Linha 16, ou seja, em 2034, mais tardar 2035, como mostrou em primeira mão o MetrôCPTM.
O prazo pode ser antecipado se todo o processo de preparação for adiantado e a evolução da obra corresponder ao que se planeja no projeto, mas é mais plausível que a ligação entre a região de Pinheiros e Zona Leste seja inaugurada em meados da próxima década.
Resumo executivo da primeira fase da Linha 16-Violeta (GESP)
Segundo o cronograma prévio da SPI, o edital será publicado no 1º trimestre de 2026, com leilão realizado no 2º trimestre. Se tudo correr bem, a assinatura do contrato ocorrerá até setembro, dando início à concessão de 31 anos (oito para construção e 23 para operação).
Uma segunda fase também será prevista para chegar em Cidade Tiradentes até 2040, mas ainda não se sabe se ela manteve o projeto diretriz do Metrô ou se a Acciona, que fez estudos recentes, mudou algo no traçado.
Estações respondem pela maior parte do investimento
Por ser um investimento “greenfield”, ou seja, feito do zero, a Linha 16-Violeta exigirá grandes investimentos, calculados em R$ 37,5 bilhões. A concessão será por meio de Parceria Público-Privada (PPP), em que o estado banca parte do custo.
As obras civis das estações serão responsáveis por R$ 13,2 bilhões desse montante enquanto os túneis responderão por R$ 7,1 bilhões e o sistemas, R$ 5,7 bilhões. As desapropriações consumirão 10% do orçamento (R$ 3,5 bilhões), por sua vez.
A concessionária receberá do governo por meio de contraprestação pecuniária, aporte e receitas acessórias e a escolha do vencedor será feita pelo maior desconto sobre a contraprestação pecuniária. Ou seja, quem topar assumir o projeto recebendo menos.
Divisão de investimento na Linha 16-Violeta (GESP)
Por ter estudado o ramal em profundidade, a Acciona sai como favorita a vencer a concorrência. Isso porque ela pretende unir a Linha 16 à Linha 6-Laranja, do qual é a principal acionista na concessionária Linha Uni. A ideia é aproveitar a mobilização de funcionários e equipamentos – incluindo um dos tatuzões usados na Linha 6 – para sair na frente no leilão.
O que não significa que a disputa será fácil. O grupo Comporte e a chinesa CRRC têm demonstrado apetite por concessões da CPTM e nada os impede de ampliar essa atuação com uma linha metroviária. Falta, no entanto, um parceiro de engenharia, o que também não chega a ser uma tarefa difícil, como se viu nos leilões dos lotes da Linha 19-Celeste.
