Linha 16-Violeta do Metrô terá 21,8 km e demanda de 630 mil passageiros/dia

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Relatório de ações do governo do estado revela ainda que futuro ramal subterrâneo entre Oscar Freire e Jardim Brasília deverá contar com 21 estações e 30 trens em horizonte de 2034
A Linha 16-Violeta do Metrô (no centro da imagem) aparece oficialmente pela primeira vez (CMSP)

O Metrô de São Paulo divulgou novas informações sobre os estudos da Linha 16-Violeta, ramal subterrâneo que substituiu o trecho leste da Linha 6-Laranja. Revelado pelo site em 2018, a nova linha na Zona Leste teve dados mostrados pela companhia em relatórios de ações do governo Doria em 2020.

Segundo esse documento, a Linha 16 terá ao todo 21 estações distribuídas ao longo de 21,8 km, entre a rua Oscar Freire e Jardim Brasília. O horizonte do projeto é 2034 quando deverá atingir uma demanda estimada de 630 mil passageiros por dia.

“Em uma das alternativas em estudo, prevê conectar-se com a Linha 4-Amarela – estação Oscar Freire e seguirá paralelamente à Linha 2-Verde. Na futura estação Jardim Paulista integrará com a futura Linha 19-Celeste e na estação Paraíso com as linhas 1-Azul e 2-Verde. A seguir passará por regiões importantes como Aclimação, Vila Monumento, interligação com a Linhas 10-Turquesa da CPTM, passando por Alto da Mooca e
seguirá em direção à futura estação Anália Franco, da Linha 2-Verde, passará por Vila Formosa e Vila Antonieta até Cidade Líder e sua estação terminal, no Jardim Brasília, já próximo de Artur Alvim”, explica o Metrô.

Para dar conta da demanda, a companhia prevê uma frota de 30 trens, número menor do que existe na Linha 5-Lilás, que possui dimensões semelhantes e 34 composições.

Futura estação Anália Franco será o ponto de conexão entre as linhas 2-Verde e 16-Violeta

Como mostrou o site nesta quinta-feira, o Metrô pretende concluir o projeto diretriz da Linha 16 ainda neste ano. Ou seja, o trajeto hoje considerado ainda poderá mudar bastante à medida que estudos mais aprofundados revelem traçados mais promissores e que atendam à tendência de crescimento e desenvolvimento da cidade.

No formato atual, a Linha 16 teria um papel fundamental na melhor distribuição de passageiros na populosa região da Zona Leste. Ela poderia, por exemplo, aliviar o fluxo que existirá na Linha 2-Verde na estação Anália Franco quando esta chegar à Penha e Guarulhos ao oferecer uma alternativa mais rápida em direção à região da Paulista e centro. Com isso, a Linha 2 teria um papel mais distribuidor do que de destino final dos usuários.

Mais do que isso, a Linha Violeta tem potencial de aliviar significativamente a Linha 3-Vermelha, por atender regiões que hoje acabam convergindo para o ramal por falta de opções de transporte.

No entanto, o novo ramal ainda está no fim da fila de prioridades do governo, que ainda precisa viabilizar os projetos das linhas 19-Celeste e 20-Rosa antes de focar suas atenções na Linha 16. Isso, é claro, se nada mudar até lá.

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  1. Seria interessante se a conexão na estação Paraíso utilizasse a plataforma que foi originalmente executada para a linha lilás e depois foi abandonada. Economizaria a construção de uma nova estação e facilitaria muito a transferência de linha pelos usuários.

  2. Acho que a Linha 16 deveria ir em direção a região da Vila Olímpia e não em direção a Oscar Freire. E também acho que, pelo menos, a Linha 6 – Laranja deveria chegar até a Linha 10 – Turquesa pra integrar-se ou com própria Linha 16 ou com as Linhas 5 e 15.

    1. A linha 19 que tem esse plano de ir até a Vila Olímpia. Essa região dos Jardins é chata de transporte público, principalmente indo de uma parte a outra do bairro, note que na Avenida Brasil nem passa ônibus que pegue a avenida toda. Então acho importante sim a linha 16 ir até Oscar Freire, até pra desafogar um pouco a lotação da linha 2 na Paulista.

  3. Acho que a linha 6 deveria ser expandida até a linha 10 também, na estação Mooca e depois que sabe ir até a linha 3 vermelha na Bresser-Mooca ou Belém, ou até pelo menos a futura estação São Carlos integrando com as linha 10 e 16

  4. Olhando esse mapa futuro, faria mais sentido levar a linha 5 para o Brás pelo eixo da Lins de Vasconcelos, a linha 6 para São Carlos, e a linha 16 para o Ipiranga. A alternativa entre o Brás e a Paulista ajudaria as Linhas 1 e 3, e aliviaria a estação Sé.

  5. A linha 16-Violeta teria um significado muito maior para a cidade se ao invés de terminar na Oscar Freire, fosse estendida um pouco mais para cruzar a linha Rosa na estação Natingui e tivesse sua estação terminal dentro da USP

  6. E a linha 5 lilás vai esticar ela quando para nós do Fundão do extremo sul? Pois o ônibus de Embu Guaçu até a estação capão redondo leva em dias sem muito trânsito uma hora a uma hora e meia eu gasto até a Borges lagoa duas horas e meia para chegar no meu trabalho! Acho que o governo deveria olhar mas para o extremo sul onde o asfalto da m’ boi mirim é ruim cheio de buraco a mobilidade é horrível pois a estrada é uma mão que vai e outra que vem…

  7. Poderiam fazer um pacote e conceder as linhas 16, 19 e 20 pra iniciativa privada construir e operar. São muitos bilhões, o estado nao tem esse cash

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