Linha 17 prorroga contrato da BYD até 2027 após receber todos os 14 trens
Aditivo amplia em mais de sete meses o prazo para conclusão dos serviços enquanto monotrilho avança para testes simultâneos com vários trens
O Aditivo nº 06 do contrato substitui o prazo anterior, que terminava em 18 de setembro de 2026. A vigência contratual também foi ampliada, de 19 de fevereiro para 29 de setembro de 2027.
A mudança ocorre poucos dias depois da chegada do 14º e último trem da Linha 17. Apesar de todos as unidades já terem sido entregues, o projeto entrou agora em uma etapa mais complexa de testes e integração antes do início da operação comercial.
A BYD realiza atualmente ensaios com um primeiro esquema de carrossel, no qual vários trens circulam simultaneamente pela linha. A quantidade de composições envolvidas nesta etapa ainda não foi divulgada. Uma operação mais ampla desse tipo deve começar no início de outubro.
Movimento da Linha 17-Ouro (Metrô CPTM)
Contrato inclui sinalização e controle dos trens
O fornecimento dos veículos corresponde apenas a uma parcela do contrato. O consórcio também é responsável pelos sistemas de sinalização, controle centralizado, portas de plataforma, captação de energia pelos trens, integração de sistemas e aparelhos de mudança de via. O pacote inclui ainda máquina de lavar trens, veículo para manutenção e inspeção da via, sobressalentes e ferramentas especiais.
Por isso, a extensão do prazo não significa necessariamente uma nova postergação da operação plena da Linha 17. Mesmo com o avanço dos testes para uma condição mais próxima da operação comercial, ainda restam etapas de instalação, integração, ensaios e comissionamento previstas no contrato.
O novo aditivo determina justamente a revisão do cronograma dessas atividades. A BYD terá 30 dias para apresentar um novo Cronograma de Barras Geral do Empreendimento, adequado à nova tabela de datas-marco. Também deverá elaborar um cronograma físico-financeiro compatível com os novos prazos.
Linha 17-Ouro: cartão postal (iTechdrones)
Contrato permanece em R$ 989 milhões
A prorrogação não aumentou o valor do contrato. O montante permanece em R$ 988.986.613,28, e o aditivo registra expressamente que as mudanças realizadas não alteram seu valor global.
Desse total, R$ 598,5 milhões correspondem ao material rodante, formado pelos 14 trens de cinco carros. A planilha contratual separa ainda atividades como montagem, comissionamento, treinamento, manutenção assistida e suporte técnico, algumas das quais continuam mesmo depois da fabricação e entrega das composições.
