Obras do túnel Santos-Guarujá deve começar em fevereiro

Cerimônia no Guarujá lançará a pedra fundamental e oficializar ordem de serviço da estrutura submersa que contará com uma linha de VLT

Maquete do túnel Santos-Guarujá
Maquete do túnel Santos-Guarujá (Willian Moreira)

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem comparecer ao Guarujá na primeira semana de fevereiro para o lançamento da pedra fundamental e o anúncio da ordem de serviço das obras do túnel Santos-Guarujá. A data exata da cerimônia ainda não foi confirmada, mas o evento estaria previsto para ocorrer entre 2 e 10 de fevereiro.

O projeto é bancado não apenas pelo governo federal como pela gestão estadual e tem sua paternidade disputada por Lula e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O túnel, que utilizará o método de construção por imersão, deve reduzir o tempo de travessia entre Santos e Guarujá para aproximadamente 5 minutos, em comparação aos atuais 18 minutos de balsa ou cerca de 1 hora pela rodovia. A obra será a primeira desse tipo no Brasil e, quando concluída, a maior da América Latina.

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Além de veículos, bicicletas e pedestres, a estrutura contará com faixas para levar o VLT da Baixada Santista até o Guarujá.

Projeção do túnel que receberá uma linha de VLT (GESP)

“O Presidente Lula estará indo, na 1ª semana de fevereiro, em Santos, anunciar a ordem de serviço dessa obra tão sonhada pelo Estado de São Paulo e pela Baixada Santista”, afirmou Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos.

A Mota-Engil, vencedora da licitação, contará com o apoio técnico da empresa chinesa CCCC para a execução do projeto. A construção do túnel é considerada estratégica para a mobilidade regional na Baixada Santista.

O projeto do túnel Santos-Guarujá vem sendo discutido há décadas como alternativa à travessia por balsas, que limita a capacidade logística e a mobilidade local. O método de túnel imerso, inédito no país, já foi utilizado em obras similares em portos internacionais.

Segundo dados do setor, o Porto de Santos movimenta aproximadamente 30% da balança comercial brasileira e enfrenta gargalos operacionais relacionados à mobilidade urbana e logística de acesso. Estruturas subterrâneas para travessia rodoviária são comuns em regiões portuárias de alta densidade logística em mercados como Europa e Ásia.

Anteriormente, uma ponte foi cogitada para fazer a ligação, mas descartada por questões técnicas e de custo.