Metrô adita contrato para consolidação do CBTC na Linha 5-Lilás

O contrato foi prolongado por mais um ano e visa a realização de análises técnicas para a consolidação do sistema CBTC em operação na Linha 5-Lilás de metrô.
Trens da Linha 5 operam com o CBTC (Jean Carlos/SP Sobre Trilhos)

O sistema de sinalização nos sistemas metroviários é peça fundamental para uma boa operação, pois é através dele que os trens podem ser devidamente localizados e se movimentarem entre as estações com total segurança. Em algumas linhas, como é o caso da 5-Lilás operada pela ViaMobilidade, o sistema de sinalização é mais moderno de forma que mais trens possam ser inseridos dentro da linha com velocidade maior e frenagens mais suaves. Esse sistema é o famoso CBTC (Controle de Trens Baseado em Comunicação). Ainda sob supervisão, o Metrô de São Paulo trabalha na consolidação plena do sistema através da coleta e análise de informações.

Os serviços

Em agosto de 2015, o Metrô de São Paulo assinou o contrato com prazo de 40 meses para a análise e consolidação do sistema que foi implantado na Linha 5-Lilás no trecho entre Capão Redondo e Chácara Klabin, também contemplando os pátios de Capão Redondo e Guido Caloi. Originalmente o contrato estava nas mãos da empresa Headwayx Engenharia LTDA, que após fusão passou a se denominar como Future ATP Serviços de Engenharia Consultiva Ltda. O valor do contrato na época foi de R$ 8,4 milhões de reais.

O quarto aditivo postergou o fim do contrato do dia 07/09/2021 para 07/09/2022, ou seja, um ano adicional para que a realização dos serviços seja concluída. A empresa tem como principais objetivos realizar a análise do projeto, consolidação com base em normas técnicas, realizar a verificação de hardware e software, cálculos e modelos matemáticos, manuais de treinamento e operação, testes entre outras atividades.

Além do próprio sistema instalado nas vias, também há trabalhos envolvendo o SCC (Sistema de Controle Centralizado). É através desse sistema que o CCO (Centro de Controle Operacional) realiza o comando remoto de todos os trens, bem como a programação do seu intervalo, movimentação de máquinas de chave, etc. A interface do SCC com o campo é fundamental para que os controladores de tráfego possam ter plena segurança de que suas ações estejam sendo plenamente aceitas pelo sistema instalado nas linhas e nos trens.

Linhas com o sistema CBTC ativo (Jean Carlos/SP Sobre Trilhos)

Conclusão

A continuidade do contrato possivelmente mostra que o CBTC é mais complexo da prática do que na teoria. Geralmente sistemas com esse grau de inovação e tecnologia tendem a ser mais difíceis de se consolidar tendo em vista as múltiplas variáveis existentes. No caso da Linha 5-Lilás o sistema foi implantado e entrou em operação de forma quase imediata. No começo não eram raras as falhas que praticamente paralisaram as operações exigindo que o Metrô fizesse um “downgrade” para normalizar a situação. Ao longo do tempo tais problemas foram se tornando menos comuns e a tendência é que esse tipo de indicador seja cada vez menor, ou seja, haverá uma maior disponibilidade do CBTC fazendo com que as viagens sejam mais pontuais e rápidas.

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  1. Faz parte deste contrato que a Bombardier faça a remoção do sistema de sinalização antigo.
    Pergunte ao Metrô se já foi feito ou vai sobrar para alguém fazer depois e a empresa cobrar pelo serviço sem fazer …

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