A segunda fase das obras da Linha 4-Amarela foram iniciadas pelo Metrô em 2012 e, após vários problemas, tiveram três estações abertas em 2018. Resta, no entanto, a mais complexa delas, Vila Sônia, uma estação acrescentada ao projeto após o governo desistir de construir a estação Três Poderes, que ficaria entre Butantã e São Paulo-Morumbi. Os trabalhos, a cargo do consórcio TC Linha 4 Amarela, tem evoluído bem, mas a previsão de entregá-la até o final de 2020 pode ser ameaçada pela pandemia do coronavírus.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos, no entanto, reforça que as obras metroferroviárias não serão paralisadas, mesmo com a vigência da quarentena no estado. Para mostrar que os trabalho seguem ativos, a atual gestão divulgou imagens de Vila Sônia deste ano.

Ao contrário das outras quatro estações da segunda fase, que já tinham parte das obras civis executada ainda na primeira fase, Vila Sônia praticamente começou do zero. Além disso, o projeto é be mais abrangente, prevendo a extensão do pátio de manutenção ao lado e já entregue, e um enorme terminal de ônibus construído justamente sobre a área desse pátio. Foram essas etapas que tiveram prioridade antes que a estação de fato começasse a ser construída. Hoje o terminal de ônibus já está na fase de acabamento enquanto os acessos e túneis estão ainda sendo concluídos.

Embora as vias existentes já levassem os trens até bem próximo do local da estação, foi preciso construir um novo túnel ao lado delas, sob o eixo da avenida Francisco Morato. Esse mesmo túnel duplo segue por mais algumas centenas de metros até um poço de ventilação, como é de praxe nos projetos do Metrô. No futuro, esse trecho servirá para fase 3 que levará a Linha 4 até Taboão da Serra.

Não é só: por ser a estação terminal da Linha Amarela, Vila Sônia contará com túneis singelos para estacionamento de trens de estratégia, utilizados quando é preciso injetar mais composições em horários de pico. De quebra, a nova estação exibe um acesso principal monumental cuja cobertura em concreto já pode ser vista há bastante tempo por quem passa na região. Ao lado dela, prédio está tomando forma no chamado acesso Heitor dos Prazeres, que também receberá as salas técnicas da estação e será conectado à cobertura. Veja vídeo abaixo para entender melhor:

O objetivo do governo é que a estação seja entregue para a ViaQuatro até dezembro de 2020, sendo então preparada para entrar em operação em janeiro de 2021, a princípio. Quando isso ocorrer, a Linha 4 passará a contar com mais 1,5 km de extensão e atingirá um total de 12,8 km, curiosamente a menor de todas as linhas metroferroviárias de São Paulo. Mas engana-se quem pensa que o curto trajeto signifique menos usuários. Só Vila Sônia acrescentará quase 87 mil passageiros diários à ela, que hoje já transporta mais de 800 mil pessoas diariamente.

Como ficará a estação Vila Sônia | Fernandes Arquitetos