Metrô de São Paulo vai aposentar de vez o Bilhete Edmonson
Catracas deixam de aceitar a pioneira forma de pagamento em breve; data já foi definida
Após mais de 50 anos de uso, os bilhetes Edmonson serão aposentados no Metrô de São Paulo, nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, operadas pela estatal.
A companhia já fixou a data, 31 de outubro, e após isso os bloqueios não permitirão mais o uso desse método de pagamento da tarifa.
No mês passado, o Metrô estipulou um prazo de 90 dias para o encerramento dos bilhetes, entretanto, desde o ano de 2021 eles não são mais comercializados, perdendo o seu espaço para o QR Code, disponível nas próprias bilheterias, mas também em WhatsApp e máquinas de autoatendimento.
Quem ainda tiver um destes bilhetes magnéticos, poderá até janeiro de 2027 efetuar a sua troca em pontos de atendimento que serão divulgados em breve.
Leitor de bilhete Edmonson (Jean Carlos/SP Sobre Trilhos)
Bilhete surgiu na Inglaterra no século XIX
O Edmonson surgiu no século XIX pelas mãos do ferroviário inglês Thomas Edmondson, que criou um pequeno bilhete de cartolina previamente impresso e numerado para facilitar a venda e o controle das passagens. O sistema se difundiu pelas ferrovias de vários países e seu nome deriva justamente do sobrenome do inventor. No Brasil, tornou-se comum a grafia “Edmonson”, sem o segundo “d”.
Quando o Metrô de São Paulo iniciou a operação, em 1974, adotou uma versão muito mais sofisticada do conceito: o bilhete de cartolina recebeu uma tarja magnética capaz de armazenar informações codificadas. Ao inserir o Edmonson no bloqueio, o equipamento lia esses dados, verificava a validade do bilhete e, se estivesse correto, liberava a catraca. A tecnologia permitia ainda diferentes modalidades de tarifa e bilhetes com mais de uma viagem.
A tarja tinha capacidade para apenas 64 bits, irrisória para os padrões atuais, mas suficiente para transformar aquele pedaço de cartolina em um meio automático de pagamento. Foi essa combinação entre o formato criado por Edmondson e a codificação magnética que acompanhou o Metrô paulistano desde sua inauguração, até ser gradualmente substituída pelos cartões eletrônicos e, mais recentemente, pelos bilhetes com QR Code.
