Metrô de SP e metroviários seguem sem acordo sobre mudança nas escalas de trabalho

Nova rodada de negociação terminou sem avanço; empresa mantém proposta de ampliar escala-base condicionada à mudança da escala de apoio

Composições do Metrô de São Paulo (Jean Carlos)
Composições do Metrô de São Paulo (Jean Carlos)

O Metrô de São Paulo e o Sindicato dos Metroviários continuam sem acordo sobre as mudanças nas escalas de trabalho dos funcionários da companhia. Em nova reunião realizada na quarta-feira (4), a empresa manteve a proposta de ampliar a escala-base 4x2x4, condicionada a uma alteração na atual escala de apoio.

Segundo o Sindicato, o Metrô continua propondo substituir a escala de apoio 4x2x6x4 pela 4×2. A condição já havia sido rejeitada pela diretoria da entidade e posteriormente pelos trabalhadores em assembleia.

Em outubro, o Metrô propôs elevar de 622 para 1.310 o número de funcionários que poderiam trabalhar na escala-base 4x2x4, com adesão voluntária. Na ocasião, o Sindicato apresentou a ampliação como um avanço nas negociações, mas a companhia esclareceu ao MetrôCPTM que não havia acordo fechado e que a mudança dependia também da alteração da escala de apoio. A discussão sobre as escalas havia sido mantida após a campanha salarial deste ano.

Mudança na escala de apoio trava acordo

A escala-base 4x2x4 prevê quatro jornadas diurnas ou vespertinas, duas noturnas e quatro dias de folga. Ampliar o número de empregados nesse regime é uma reivindicação dos metroviários.

A divergência está na escala de apoio. No regime atual, 4x2x6x4, são quatro dias de trabalho, duas folgas, outros seis dias trabalhados e quatro folgas. O Metrô propõe substituí-lo pela 4×2, com quatro dias de trabalho e dois de descanso.

A mudança reduziria a proporção de folgas de 37,5% para 33,3% dos dias de cada ciclo e eliminaria o período de quatro dias consecutivos de descanso previsto na escala atual.

O Sindicato defende que a ampliação da escala-base ocorra com a manutenção da 4x2x6x4 ou com outra escala de apoio que preserve a mesma proporção de folgas. A entidade não informou quando ocorrerá uma nova rodada de negociação com o Metrô.