Metrô de SP passa a aceitar Pix nas máquinas de autoatendimento

Nova opção de pagamento será implantada gradualmente nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata até o fim de outubro

Pagamento por Pix na CPTM
Pagamento por Pix na CPTM (Banco Central)

O Metrô de São Paulo começou a disponibilizar o pagamento por Pix nas máquinas de autoatendimento usadas para a compra de bilhetes nas estações. A implantação começou nesta segunda-feira (20) pela Linha 1-Azul e será estendida gradualmente às demais linhas operadas pela companhia.

O Pix não poderá ser utilizado diretamente nas catracas. A nova modalidade está sendo acrescentada às ATMs do sistema TOP, operadas pela Autopass, nas quais o passageiro compra o bilhete com QR Code que posteriormente é apresentado no bloqueio.

Na Linha 1-Azul, a previsão é que todas as máquinas estejam habilitadas até esta quinta-feira (22). A implantação ocorrerá na Linha 2-Verde entre os dias 23 e 26 e na Linha 3-Vermelha nos dias 27 e 28. A Linha 15-Prata deverá receber a funcionalidade até 30 de outubro.

A novidade aproxima o sistema do Metrô do modelo já disponível nas linhas de trens metropolitanos. O pagamento por Pix começou a ser testado nas máquinas de autoatendimento da CPTM em junho e posteriormente foi ampliado para toda a rede ferroviária.

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Isso inclui as linhas concedidas à iniciativa privada. A gestão da bilhetagem dos trens metropolitanos continua sob responsabilidade da CPTM, razão pela qual as máquinas TOP das linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda também receberam a modalidade, apesar de a operação ferroviária desses ramais estar nas mãos de concessionárias.

Trens da Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo (Metrô de São Paulo)

O Pix acrescenta uma alternativa ao processo de compra do bilhete, mas difere de outra mudança recente na bilhetagem do Metrô. Desde setembro, cartões bancários por aproximação podem ser utilizados diretamente nas catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, sem necessidade de adquirir previamente um QR Code.

A ampliação das formas digitais de pagamento ocorre às vésperas da retirada definitiva dos bilhetes magnéticos Edmonson. Utilizados pelo Metrô desde o início da operação comercial, em 1974, eles deixarão de ser aceitos nas catracas em 31 de outubro, encerrando 52 anos de utilização.

O pagamento de tarifa por aplicativo ou máquinas de autoatendimento fornecidas pela Autopass significa que o passageiro repassa o valor para um grupo privado, formado pela própria Autopass e a ABASP, uma entidade gerida por empresários de ônibus e que retém a receita e só repassa parte da arrecadação ao Metrô, após descontar uma taxa de uso do sistema.

A adoção da tecnologia da Autopass foi feita sem licitação, por meio de um convênio assinado pelo governador do estado.