Metrô de SP prevê Linha 17-Ouro em operação total a partir de 30 de setembro

Companhia reconheceu que furtos de cabos ocorrem tanto em partes elevadas quanto instalações próximas ao solo

Um dos trens da Linha 17-Ouro
Um dos trens da Linha 17-Ouro (GESP)

A Linha 17-Ouro, a despeito de ter estreado há menos de um mês, já tem uma data para a operação total começar, 30 de setembro. A informação foi compartilhada pelo gerente de operações do Metrô de São Paulo, Milton Junior, nesta terça-feira, 28.

Junior falava ao jornal SP2, da TV Globo, sobre os problemas com furtos de cabos no ramal de monotrilho. Ele também previu que a estação Washington Luis, a única ainda fechada, será inaugurada em 30 de junho.

Desde o início da operação transitória, em 31 de março, o Metrô circula com apenas dois trens no modo ‘shuttle’ que na prática significa uma composição isolada por via. Isso acaba prejudicando a oferta de viagens e a regularidade do serviço, que tem atraído muitos passageiros.

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Aparelho de mudança de via que precisa ser finalizado (iTechdrones)

Para permitir a entrada de mais composições e o uso do sistema de carrossel, em que os trens circulam nas duas vias, o Metrô precisa finalizar os aparelhos de mudança de via, um antes de Congonhas e outro após Morumbi. Este, inclusive, ainda depende de finalização de instalação de vários equipamentos, incluindo trilhos de energia, como flagrou o canal iTechdrones na semana passada.

Ao jornal, a companhia também compartilhou números atualizados que impressionam diante da baixa oferta da linha 17, restrita ao período entre 10h e 15h, de segunda a sexta-feira. Segundo o Metrô, 100.726 passageiros acessaram o ramal nas primeiras quatro semanas de operação.

Foram realizadas 625 viagens pelos dois trens que percorreram 3.438 km entre Congonhas e Morumbi. As estações mais movimentadas continuam as mesmas, Morumbi (conexão com a Linha 9-Esmeralda), Aeroporto de Congonhas e Campo Belo (ligação com a Linha 5-Lilás).

Trecho onde as vias da Linha 17-Ouro são mais baixas (Thiago Nonato)

Furto de cabos é um mistério

Apesar disso, houve quatro dias com problemas, dois deles ligados aos sistemas em testes, o que é normal e esperado nesta fase. A surpresa, contudo, tem sido ocorrência de furtos de cabos.

Por conta disso, o Metrô teve que acionar o serviço PAESE de ônibus para atender os usuários. Chama a atenção que o trecho afetado fica entre Congonhas e Campo Belo, mas a companhia não revelou onde os furtos ocorrem, apenas que pessoas estão acessando não só áreas elevadas a 15 metros como paineis mais próximos do solo.

A reportagem da TV mostrou as proximidades da estação Brooklin Paulista, onde há moradores de rua sob as vigas, sugerindo que ali seria um dos pontos de acesso, mas sem apresentar provas disso.

O Metrô disse trabalhar com a Secretaria de Segurança Pública e a BYD para buscar estratégicas de mitigação para evitar essas ações criminosas.