Metrô de SP prorroga contrato de atendimento terceirizado até 2028 e inclui Linha 17-Ouro

Acordo com a empresa Works teve valor ampliado em R$ 35 milhões e ganhará mais 15 meses de vigência

Trem da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo, em operação na estação Luz
Trem da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo, em operação na estação Luz

O Metrô de São Paulo prorrogou por mais 15 meses o contrato de prestação de serviços de atendimento ao passageiro realizado por funcionários terceirizados nas estações de suas linhas operacionais.

O terceiro aditivo firmado com a empresa Works Construção e Serviços estende a vigência do contrato até 20 de janeiro de 2028 e o prazo de execução dos serviços até 7 de outubro de 2027.

Além da prorrogação, o Metrô autorizou um acréscimo de R$ 35,2 milhões ao contrato. Desse total, R$ 28,8 milhões referem-se à suplementação de verba para o período adicional, considerando a revisão de preços, enquanto outros R$ 6,4 milhões decorrem de alterações quantitativas nos serviços contratados.

O aditivo também registra uma revisão de preços de cerca de R$ 3,1 milhões ligada à Convenção Coletiva de Trabalho de 2026, incluindo o chamado Prêmio de Boa Permanência, benefício cuja comprovação de pagamento aos empregados passou a ser exigida pela companhia.

Linha 17-Ouro é incluída

Outro ponto relevante é que o contrato passa a contemplar a Linha 17-Ouro, monotrilho que foi inaugurado do final de março e encontra-se em fase de operação transitória. O documento inclui uma planilha específica de serviços e preços para o novo ramal, além das já existentes para as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.

Monotrilho da Linha 17-Ouro (iTechdrones)

A inclusão do novo ramal chama a atenção já que em tese, ele será repassado para a ViaMobilidade (Motiva) no final do ano, quando a operação passar a ter tarifa cobrada.

O contrato original foi assinado em dezembro de 2023 após uma licitação vencida pela Works por R$ 51,4 milhões. Os funcionários terceirizados começaram a atuar no início de 2024 em atividades de atendimento ao público, organização de fluxo de passageiros, orientação em plataformas e bloqueios e apoio operacional nas estações.

Em junho do ano passado, o Metrô já havia ampliado o escopo do acordo ao acrescentar centenas de novos postos de serviço e elevar seu valor em cerca de R$ 9,5 milhões.

A adoção de mão de obra terceirizada para atendimento ao passageiro gerou questionamentos do Sindicato dos Metroviários, que argumentou que as funções deveriam ser exercidas por empregados concursados da companhia. Apesar das ações judiciais movidas pela entidade, o contrato foi mantido e posteriormente ampliado.

O novo aditivo também prevê uma cláusula que permite ao Metrô encerrar antecipadamente o contrato, desde que a empresa seja comunicada com pelo menos 45 dias de antecedência.