Metrô de SP solicitou licença ambiental para operar Linha 17-Ouro
Pedidos incluem também a subestação de energia e serão analisados pela Cetesb. Inauguração está prevista para março de 2026
Um passo definitivo para a estréia da Linha 17-Ouro foi dado no dia 3 de outubro pelo Metrô de São Paulo. Foi nesta data que a companhia deu entrada em dois pedidos de Licença Ambiental de Operação junto à Cetesb, apenas divulgada pela entidade ambiental nesta quinta-feira, 30.
As duas LAI compreendem o chamado trecho 1 e o Lote 7 do trecho 2A do ramal de monotrilho, com as estações Aeroporto Congonhas, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan, Morumbi-CPTM e Washington Luís, além do Pátio Água Espraiada e cerca de 7,7 km de via elevada.
O Metrô também solicitou autorização para colocar em funcionamento a Subestação Elétrica Bandeirantes e ao Ramal Aéreo Consumidor da Linha 17-Ouro, infraestrutura que fornecerá energia elétrica para operação do ramal.
Agora os pedidos serão analisados pela Cetesb que emitirá as licenças nos próximos meses caso atendam aos requisitos ambientais.
Imagem aérea da Linha 17-Ouro an região de Vereador José Diniz. Divulgação Governo de São Paulo.
A solicitação está em linha com a previsão do governo de inaugurar a Linha 17 em março de 2026, com operação assistida restrita. Ainda não está claro qual será o serviço oferecido mas a hipótese mais provável envolve um trecho menor do ramal e trens circulando aos fins de semana sem cobrança de tarifa.
A gestão estadual, no entanto, quer iniciar a operação comercial já no segundo semestre do ano que vem. Os trabalhos estão na reta final, com obras civis das estações em fase de acabamento e o pátio recebendo os últimos retoques.
Ao mesmo a BYD e outras contratadas avançam com a implantação de sistemas e testes com os trens.
