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Metrô entrega viaduto sobre a avenida Roberto Marinho, mas estação Campo Belo fica para março de 2019

Última estação da Linha 5-Lilás e que futuramente fará a interligação com a Linha 17-Ouro tinha inauguração prevista para este mês
Viaduto Campo Belo abriu nesta terça-feira (18)

Se Campo Belo, a última estação em construção da Linha 5-Lilás já tinha ficado para 2019 (março, segundo o governador Márcio França) ao menos o necessário viaduto sobre a avenida Roberto Marinho foi entregue pelo Metrô nesta terça-feira (18).

Com 336 metros de comprimento e seis faixas de rolamento, o Viaduto Campo Belo na verdade é formado por dois conjuntos separados, um para cada sentido. Segundo o Metrô, foram investidos quase R$ 40 milhões na sua construção e que facilitará o deslocamento dos veículo pela avenida Santo Amaro. Hoje o cruzamento entre as duas vias possui semáforos que acabam piorando o tráfego na região.

No projeto da estação Campo Belo, o Metrô optou por construir o viaduto praticamente sobre o poço da parada que originalmente seria feita numa vala a céu aberto retangular. Isso porque originalmente a ideia da empresa era também construir a plataforma da Linha 19-Celeste, que partiria de Campo Belo no sentido centro e depois terminaria em Guarulhos.

Com a separação desses projetos, a companhia acabou mudando o método de construção para o de poços secantes, semelhante ao que vemos em Brooklin. Mas um aspecto do projeto original permaneceu, a intenção de instalar um ponto de ônibus no alto do viaduto e assim facilitar o acesso dos usuários entre o corredor e a estação. A ideia pareceu muito boa afinal muita gente deve seguir até Campo Belo para então seguir pelo corredor da Santo Amaro e 9 de Julho, por exemplo. Porém, a parada de ônibus foi suprimida, o que ocasionará a necessidade de os passageiros se deslocarem por mais tempo para ir de um ponto a outro.

A justificativa para isso foi dada pelo secretário Clodoaldo Pelissioni em entrevista nesta manhã ao site Ferroviando. Segundo ele, não era viável tecnicamente construir o ponto de ônibus no viaduto e acabou sendo decidido em comum acordo com a CET que a parada seria deslocada para fora da construção. “Para fazer o ponto seria processo redimensionar o viaduto e criar mais empecilhos para obra”, explicou Pelissioni. Uma pena porque algo semelhante foi feito no viaduto Dr. Plinio de Queiros, na praça 14 Bis, próximo ao centro da cidade.

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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