Metrô já monitora subsolo para obras da estação Gabriela Mistral da Linha 2-Verde

Instalação de piezômetros faz parte dos trabalhos preparatórios no terreno que receberá uma das estações mais importantes da expansão até Guarulhos

Estação Gabriela Mistral com terreno limpo
Estação Gabriela Mistral com terreno limpo (iTechdrones)

As obras da futura estação Gabriela Mistral da Linha 2-Verde entraram em uma etapa de investigação e monitoramento do subsolo. O Metrô está instalando piezômetros no terreno já liberado para a construção do complexo, equipamento utilizado para acompanhar a pressão da água subterrânea.

O trabalho apareceu no relatório de obras referente a julho divulgado pela companhia. Na imagem, o Metrô identifica a instalação dos instrumentos na área da futura estação, localizada junto às vias da Linha 12-Safira, na região da Penha.

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Os piezômetros são utilizados em obras subterrâneas para medir a pressão da água no solo e acompanhar o comportamento do lençol freático. Os dados ajudam os engenheiros a avaliar as condições geotécnicas do terreno e a planejar escavações e outras intervenções que podem alterar o equilíbrio do subsolo.

No caso de Gabriela Mistral, o monitoramento ocorre em um momento importante. A área de um dos lados da ferrovia já teve os imóveis demolidos e foi limpa, abrindo espaço para o avanço dos trabalhos preparatórios da estação.

Piezômetro instalado na área da estação Gabriela Mistral (CMSP)

A situação é diferente do outro lado das vias da Linha 12-Safira. Parte da área necessária é ocupada pelo núcleo Nova Kampala e depende do processo de reassentamento conduzido por meio de um convênio entre o Metrô e a CDHU.

Na primeira área considerada prioritária para as obras foram identificadas 467 edificações. A liberação desse espaço também será necessária para intervenções relacionadas à estação e para o remanejamento provisório de vias ferroviárias.

Tatuzão está sendo preparado

A preparação do terreno ganha urgência diante do avanço da tuneladora Hebe Camargo, responsável pela escavação dos túneis da Linha 2-Verde.

A máquina deverá partir da região da Penha em setembro e avançar primeiro em direção à futura estação Penha de França. Na sequência, seguirá para Gabriela Mistral.

Como funciona um piezômetro (Metrô CPTM)

Para receber a tuneladora, será necessário ao menos escavar a área da futura estação correspondente ao caminho da máquina. O cenário mais adequado é que a vala esteja pronta quando o equipamento chegar, permitindo que seja arrastado pela área aberta antes de retomar a escavação do túnel.

Caso o avanço das obras da estação não acompanhe o ritmo do tatuzão, existe a possibilidade de adoção de uma solução provisória. Nesse caso, a tuneladora pode atravessar o local instalando anéis de concreto como se estivesse construindo um túnel convencional. Posteriormente, essas aduelas precisam ser removidas durante a escavação da estação.

Futura conexão de três linhas

Gabriela Mistral terá uma função especialmente importante na expansão da Linha 2-Verde. Além de atender a região, o projeto prevê sua integração com a Linha 12-Safira e, futuramente, com a Linha 13-Jade.

Piezômetro usado em obra na Austrália (Monitel)

Isso exigirá a implantação de novas estruturas ferroviárias no local, além da estação subterrânea da Linha 2. O projeto também contempla acessos nos dois lados da ferrovia e outras intervenções necessárias para transformar a área em um grande ponto de transferência da rede.

A estação faz parte da segunda etapa da expansão da Linha 2-Verde em direção a Guarulhos. Enquanto as desapropriações e o reassentamento ainda condicionam a liberação completa do terreno, a instalação dos piezômetros mostra que os trabalhos técnicos já avançam na parcela disponível para receber a futura estação.