De um projeto com 19 estações e cerca de 28 km, a Linha 15-Prata deve terminar o ano com 10 estações e 13 km de extensão, aproximadamente. Em 2021, ela ganhará a estação Jardim Colonial, ampliando sua extensão em pouco mais de um quilômetro, mas bem longe dos planos originais. Na gestão de Geraldo Alckmin, as fases posteriores que previam a chegada na região de Cidade Tiradentes acabaram sendo congeladas por falta de recursos, além de problemas com a falta de duplicação da avenida Ragueb Chohfi.

Mas já existem indícios de que a gestão Doria pode retomar parte dessas obras. O primeiro deles é a inclusão de mais duas estações após Jardim Colonial nos planos do governo e o outro envolve a ligação da Linha 15-Prata com a Linha 10-Turquesa na atual estação Ipiranga da CPTM.

Sua inclusão no projeto ocorreu há cinco anos como forma de distribuir a demanda que poderia se concentrar apenas em Vila Prudente. Ao ligar o ramal à Linha 10-Turquesa da CPTM, o Metrô conseguirá facilitar o acesso à região central e ao ABC. Além disso, há estudos para levar a Linha 5-Lilás de Chácara Klabin até o Ipiranga, com mais três estações. Se esse cenário um dia se confirmar boa parte dos passageiros que hoje usa a Linha 2 para chegar à Zona Sul da capital poderia fazer essa conexão de forma direta.

Por essa razão, o fato de o Metrô ter mantido vivo desde 2016 um contrato com a empresa Planservi Engenharia para execução do projeto básico da estação pode ser considerada uma boa notícia. A companhia assinou o oitavo aditivo no começo deste mês para que o contrato continue valendo apesar de tanto tempo passado e reconheceu que ela está nos planos: “estamos tomando as providências para retomada do contrato e conclusão dos projetos até a estação Ipiranga”, afirmou o Metrô em nota enviada ao site.

Estação Ipiranga da Linha 10: com pouco mais de 10 mil usuários por dia, parada da Linha 10 pode ganhar mais conexões no futuro (Alexandre Giesbrecht)

Outro contrato retomado pelo Metrô diz respeito à segunda fase da Linha 17-Ouro, que prevê sua ligação com a Linha 1-Azul no Jabaquara. A companhia reduziu o valor do contrato e autorizou o reinício dos serviços com a empresa EBEI para a execução do projeto básico das estações Jabaquara, Hospital Sabóia, Cidade Leonor, Vila Babilônia, Vila Paulista e Jardim Aeroporto e Congonhas, essas duas últimas hoje já em obras.

Assim como no monotrilho da Linha 15, também o ramal na Zona Sul depende de intervenções do poder público para recuperar um córrego, realocar famílias que moram em condições precárias, além de desapropriações. Nesse caso, porém, a companhia diz que o trecho não está ainda no horizonte: “o Metrô está empreendendo esforços na conclusão do trecho de 7,7 km ligando o aeroporto de Congonhas à estação Morumbi.”