Metrô realiza testes de CBTC na Linha 3-Vermelha neste final de semana
Ramal terá o serviço PAESE acionado na madrugada de domingo, durante o serviço Metrô 24 Horas
Neste final de semana, a Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo terá alterações na circulação dos trens e no atendimento aos passageiros, em virtude de testes do sistema de sinalização CBTC.
De acordo com a companhia, na madrugada de sábado para domingo, técnicos da estatal irão avaliar o novo sistema de sinalização e controle de trens para realizar o comissionamento, antes da implantação por completo.
Para essa etapa, que antecede a operação com CBTC por completo, o Metrô aplicará a chamada “operação marcha branca”, que é circular com trens como se fosse em uma situação de atendimento normal, ou o mais próximo disso.
Por este motivo, o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE) será ativado com ônibus gratuitos entre as estações Corinthians-Itaquera e Palmeiras-Barra Funda, apenas durante a madrugada.
Os testes devem ser concluídos ao longo do começo de 2027, e a cada etapa, equipes técnicas acompanharão, entre outros aspectos, a comunicação entre os equipamentos instalados nos trens e na via, a localização das composições em tempo real, os intervalos entre os trens, as acelerações, frenagens e paradas nas estações.
O CBTC (Communications-Based Train Control), ou Controle de Trem Baseado em Comunicação, é uma tecnologia de sinalização que permite ao Metrô operar de forma mais precisa e com intervalos menores, uma vez que os trens podem circular mais “próximos” uns dos outros. Essa tecnologia já está em operação nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 4-Amarela, 5-Lilás, 15-Prata e 17-Ouro.
Portas de plataforma na estação Corinthians-Itaquera (Jean Carlos)
Contrato já está perto de duas décadas
A implantação do novo sistema foi contratada junto à Alstom há quase 18 anos e passou por várias dificuldades e atrasos. A Linha 2-Verde serviu inicialmente para o desenvolvimento e consolidação do sistema, enquanto a Linha 1-Azul passou a utilizá-lo comercialmente em 2022.
A complexidade operacional ajuda a explicar por que a Linha 3 foi deixada por último na implantação do CBTC entre as três linhas mais antigas do Metrô. Ela possui uma demanda pendular que é crítica e exige operação com intervalos entre trens muito baixos para os padrões do ATC, sistema de blocos fixos hoje em uso.
A adoção do CBTC também beneficiará a operação das portas de plataformas que dependem dele para funcionar de forma mais eficiente.
