Metrô seleciona empresa para desenvolver projetos imobiliários em três estações
Objetivo é aproveitar o potencial dos espaços junto a estes locais e dar uma destinação adicional a função de transporte
Em processo licitatório realizado na semana passada, o Metrô de São Paulo divulgou a empresa vencedora para o desenvolvimento em forma de parceria, de projetos imobiliários e permitir a exploração financeira de espaços junto a três estações do sistema.
A vencedora foi a proposta apresentada pela Brio Investimentos Ltda., que analisará a possibilidade de negócios na área das estações Vila Mariana (Linha 1-Azul), Vila Madalena (Linha 2-Verde) e Belém (Linha 3-Vermelha).
Com a definição da responsável, o Metrô atuará em conjunto para chegar às cláusulas do contrato em forma definitiva e caso não haja uma concordância entre as partes, outras proponentes classificadas podem ser chamadas futuramente.
As três estações juntas recebem cerca de 207 mil pessoas por dia, e podem receber empreendimentos anexos a edificação de transporte. No Belém o espaço seria junto ou em cima do terminal de ônibus norte.
Planta da estação Belém, com destaque para o terminal norte (Divulgação Metrô de São Paulo)
Em Vila Mariana, a área compreende o espaço utilizado pelo terminal de ônibus. Mesma metodologia aplicada na Vila Madalena.
Planta satélite da estação Vila Mariana da Linha 1-Azul (Divulgação Metrô de São Paulo)
Segundo o edital, o objeto social do Metrô compreende o desenvolvimento de projetos imobiliários, envolvendo a construção e comercialização de imóveis residenciais ou comerciais, de forma isolada ou em parceria com a iniciativa privada.
Planta de área demarcada do terminal de onibus na estação Vila Madalena na Linha 2-Verde (Divulgação Metrô de São Paulo)
A companhia busca proposta de parceria estratégica para o desenvolvimento de projetos imobiliários que, sem comprometimento da função original dos referidos terminais (hubs de transporte urbano) mas atentos à realidade do mercado, e que possam explorar todo o potencial e vocação imobiliária dos respectivos imóveis, otimizando o retorno econômico para o Metrô e atendendo às limitações de risco e investimentos que a estatal se dispõe a assumir.
Explorar espaços com a finalidade comercial para novas edificações em anexo a estação não é algo novo para o Metrô. Exemplos disto, são shoppings centers existentes como os dois complexos do Tatuapé, Metrô Santa Cruz, Tucuruvi e entre outros, no qual são responsáveis por aumentar as receitas acessórias da companhia, mediante recurso que não vem da tarifa paga pelo passageiro no transporte.
