Poços da Linha 4-Amarela já atingem grande profundidade em Taboão da Serra

Novas imagens mostram avanço das escavações da futura estação, que servirão também para abrir os túneis da extensão do ramal de metrô

Poço da estação Taboão da Serra já tem profundidade acima de 30 metros
Poço da estação Taboão da Serra já tem profundidade acima de 30 metros (Reprodução)

As escavações da futura estação Taboão da Serra da Linha 4-Amarela já atingem uma profundidade considerável, pouco mais de dois meses depois de a retirada de terra ter começado efetivamente no local.

Imagens recentes de dois dos três poços atualmente em construção mostram as estruturas já bastante abaixo da superfície, com as paredes de contenção expostas por vários metros e equipamentos trabalhando no fundo das escavações.

É uma mudança significativa em relação ao cenário registrado no início de agosto. Naquela ocasião, o primeiro poço havia alcançado aproximadamente 6 a 8 metros de profundidade. Os poços deverão chegar a cerca de 32 metros antes da abertura das estruturas subterrâneas da estação e das frentes de túneis.

A futura estação terá cinco grandes poços secantes parcialmente sobrepostos. Três deles, identificados como 1, 3 e 5, foram os primeiros a entrar em execução, enquanto os outros dois completarão posteriormente o corpo alongado da parada.

Receba notícias quentes sobre mobilidade sobre trilhos em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do MetrôCPTM.

As estruturas não servem apenas para construir a estação. Os poços localizados nas duas extremidades terão papel fundamental na abertura dos túneis da extensão da Linha 4.

O Poço 1, situado no lado noroeste, permitirá iniciar a escavação além da estação, onde ficarão as estruturas operacionais para manobra e estacionamento de trens. Já o Poço 5, na extremidade oposta, dará origem à frente que seguirá no sentido da futura estação Chácara do Jockey.

Pórticos usados para retirada de terra (Reprodução)

A previsão apresentada anteriormente pelo governo era que o Poço 5 alcançasse a profundidade necessária em novembro. Com isso, a escavação horizontal em direção a São Paulo poderia começar entre o fim de novembro e o início de dezembro.

As novas imagens mostram também um dos dois grandes pórticos instalados no canteiro de Taboão da Serra. Com capacidade para movimentar cargas de até 25 toneladas, os equipamentos são utilizados para retirar material escavado e transportar máquinas e insumos entre os poços.

Até dez frentes de escavação

A chegada dos poços à cota dos túneis dará início a uma nova fase da extensão. Ao contrário da expansão da Linha 2-Verde, a obra da Linha 4 não utilizará uma tuneladora para percorrer todo o trajeto.

Os cerca de 3,3 km serão abertos pelo método convencional de escavação, utilizando estações, poços de ventilação e saídas de emergência como pontos de acesso. A estratégia permitirá manter várias frentes trabalhando simultaneamente em diferentes trechos.

Planta das imediações da estação Taboão da Serra (Willian Moreira)

A Motiva já afirmou que a obra poderá chegar a dez frentes de escavação ao mesmo tempo. Enquanto os trabalhos subterrâneos estão mais adiantados em Taboão da Serra, a futura estação Chácara do Jockey permanece em uma etapa anterior, após a liberação e preparação dos terrenos necessários à sua implantação.

A extensão acrescentará as estações Chácara do Jockey e Taboão da Serra à Linha 4-Amarela. O contrato das obras estabelece conclusão em 2031, embora o governo estadual trabalhe com a possibilidade de antecipar a abertura do novo trecho para 2030.