Metrô substituiu viga de monotrilho com concretagem ‘in loco’
Ação foi realizada na Linha 17-Ouro após companhia identificar que não estava em conformidade com o projeto
O Metrô de São Paulo executou recentemente uma ação incomum, a concretagem de uma viga trilho da Linha 17-Ouro na própria via. O trabalho de remoldagem nas proximidades da estação Chucri Zaidan foi flagrado pelo canal iTechdrones (veja vídeo abaixo).
A nova estrutura foi implantada de forma não convencional comparada aos processos tradicionais para essa obra, que usam pré-moldados que posteriormente são lançados por guindastes.
Nesse processo, a viga original foi retirada e outra foi feita no “ar”, inclusive a sua concretagem. Por conta do fato inédito, o MetrôCPTM procurou a companhia que, através de nota, esclareceu o que houve.
Segundo a estatal metroviária, durante inspeções com uso de scanners a laser foi identificado que a estrutura em questão não estava em conformidade com os padrões necessários e, embora não representasse riscos, mas sim a possibilidade de um desgaste prematuro, foi optado pela reconstrução desta viga.

Além disso, apesar da intervenção não programada, o cronograma da obra não foi afetado e toda a construção civil deve ser concluída em dezembro deste ano.
Veja o que disse o Metrô
“Durante inspeções com tecnologia de ponta, como o uso de “laser scan” e análise de big data, o Metrô identificou uma não conformidade em uma viga próxima à estação Chucri Zaidan, da Linha 17-Ouro. Embora não oferecesse risco algum à operação do monotrilho, a viga poderia gerar restrições e desgaste prematuro nos trens, resultando em mais intervenções de manutenção futuramente. Por isso, após análise técnica criteriosa, o Metrô decidiu pela correção no próprio local, de forma a proporcionar condições plenas e seguras para a operação comercial, sem impactar no cronograma da obra. Como os serviços são de responsabilidade do consórcio que construiu a viga, não há custos adicionais para o Metrô.”
Vale lembrar que a atual responsável pelas obras civis, a Agis, não tem a ver com essa correção, como explicou o Metrô. O trecho onde a viga foi içada originalmente passou pelas mãos de três consórcios, o Monotrilho Integração, o TIDP e o Monotrilho Ouro, que tiveram seus contratos rescindidos ao longo dos últimos anos.
Já a BYD, fabricante dos trens de monotrilho, fez um grande inspeção das vias meses atrás e pode ter ajudado o Metrô a identificar o problema com a viga. Como o monotrilho se apoia no topo dessa estrutura, trata-se de um ponto delicado do processo e que pode refletir em vibrações e desgastes prematuros durante a operação.
A experiência vivida com a Linha 15-Prata, que apresentou problemas por muitos anos com esse tipo de situação, explica o cuidado tomado com a Linha 17.

