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Montadora chinesa BYD lança seu projeto de monotrilho

Com design avançado, sistema chinês deve competir com Bombardier, Scomi e Hitachi por projetos mundo afora
Monotrilho da BYD: empresa foi escolhida para a Linha 17
Projeto avançado deve competir mundo afora
Projeto avançado deve competir mundo afora

A BYD (Build Your Dreams) é uma das mais curiosas empresas chinesas surgidas com a abertura do mercado local. Detentora da maior produção de baterias de íon de lítio do mundo, a fabricante produz várias outras coisas, entre elas automóveis e ônibus elétricos e teve um momento de glória quando seu fundador e CEO Wang Chuanfu passou a figurar entre os maiores bilionários do mundo e ganhou como sócio o megainvestidor americano Warren Buffet.

Agora a empresa pretende explorar outro mercado, o de sistemas de metrô leve com um avançado monotrilho. O primeiro trem de teste fez sua viagem inaugural nesta semana num trecho experimental na sede da empresa em Shenzhen.

O monotrilho chinês chama a atenção pelo visual que lembra o de um trem bala, com o primeiro carro muito longo. Chuanfu acredita que a BYD verá seu faturamento crescer significativamente nos próximos anos com o sistema já que haveria muita demanda por linhas de metrô leve em cidades de porte médio na China e também no resto do mundo.

O projeto do monotrilho consumiu US$ 750 milhões nos últimos cinco anos e a empresa acaba de garantir um empréstimo de quase 9 bilhões de doláres para lançar o sistema comercialmente.

Linha de teste fica na fábrica da empresa na China
Linha de teste fica na fábrica da empresa na China

Modal criticado

O monotrilho funciona de forma satisfatória na cidade de Chongqing, no interior da China. São duas linhas de grande capacidade com quase 90 km de extensão. O blog esteve na cidade há alguns anos e andou no monotrilho. O funcionamento em nada fica atrás do visto numa linha convencional: é rápido, silencioso, confortável e espaçoso.

A entrada da BYD no mercado de monotrilhos vai na contramão das críticas que o sistema recebe em vários países, incluindo o Brasil. Considerado caro de construir e manter, além de ter poucos concorrentes, o monotrilho ainda não provou sua viabilidade no país, algo que só será possível medir a partir de 2018 quando as duas primeiras linhas passarão a operar – a 15-Prata e a 17-Ouro, ambas em São Paulo.

A BYD, inclusive, já tem uma filial no Brasil responsável por produzir ônibus elétricos e ensaia o lançamento de alguns veículos elétricos no mercado. Ao menos com a chegada da montadora chinesa, não faltarão assim tantos concorrentes nas próximas licitações.

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About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

Um comentário

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  • Ola! Sem duvida belo e moderno esse monoraill. Aqui em Salvador o Governo do Estado lançou Edital pra modernização da linha ferea que atende o suburbio. A ideia é modernizar e ampliar o sistema inicialmente em quase 21 km. Dia 4 de abril sera o certame na Bovespa e estou certo que a BYD vai fazer proposta de ao inves de VLT ser monotrilho.

    Pra quem conhece o Suburbio bem sabe que o ideal mesmo é VLT.

Airway