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Monotrilho da Linha 15-Prata sai da estação com as portas abertas

Imagem foi gravada por funcionário e divulgada nas redes sociais. Metrô diz que software foi atualizado para evitar falha
Monotrilho da Linha 15: fechada por tempo indeterminado
Portas abriram a quase 15 metros do chão
Portas abriram a quase 15 metros do chão

Uma situação assustadora ocorreu no último dia 10 na Linha 15-Prata. Durante a partida de um dos trens do monotrilho da estação Oratório, as portas ficaram abertas após falharem ainda na plataforma. A operação do Metrô logo interrompeu a viagem ainda com parte da composição na plataforma, mas passageiros dos vagões dianteiros devem ter ficado expostos ao ambiente externo das vias.

Não é possível afirmar se as portas do lado externo do trem estariam abertas. Elas, ao contrário das internas, não possuem proteção da passarela de emergência. Questionado, o Metrô deu a seguinte resposta: “O trem foi recolhido para a manutenção e o fabricante da composição foi acionado. A Bombardier implantou uma nova versão do sistema de controle de portas que elimina este tipo de falha em todos os trens do monotrilho”, diz a nota.

O vídeo foi gravado por um funcionário não identificado durante uma reprodução – um deles avisa que o erro irá ocorrer. Depois de fecharem e abrirem duas vezes, o trem parte mas para logo em seguida. O sindicato dos Metroviários, contrário ao sistema CBTC, aproveitou o problema para criticar o Metrô.

A falha ocorreu justamente no sistema CBTC, que controla a operação dos trens, incluindo a abertura e fechamento das portas de plataforma. A fabricante tanto do trem quanto do CBTC é a canadense Bombardier, citada na nota. Ela está testando o CBTC aos finais de semana, mas ficou claro que ele não está num nível satisfatório de qualidade e segurança. Um sistema semelhante ao da Linha 15 está sendo testado também na Linha 5-Lilás, mas encontra-se atrasado por falta de confiabilidade – a estreia em operação comercial deveria ter ocorrido em setembro, mas nada ocorreu.

Modernização às pressas

Embora esteja vivendo a maior fase de expansão desde sua fundação, o Metrô passa por várias dificuldades para dar conta do volume de trabalho necessário para isso. Há dificuldades no ritmo das obras, que passam por problemas com construtoras, licenças ambientais, falta de recursos e desapropriações, além de consórcios envolvidos na operação Lava Jato. Em outra frente, alguns projetos inéditos como o monotrilho e o sistema CBTC têm atrasado por deficiências técnicas. Na Linha 2, por exemplo, o CBTC entrou em operação neste ano após um longo atraso e continua apresentando falhas.

A falha no monotrilho acaba sendo um termômetro das dificuldades da empresa, que além disso passa por dificuldades com a queda na arrecadação e intenção do governo do estado de conceder várias linhas a fim de reduzir a necessidade de novas contratações no Metrô. Agora, a empresa corre para entregar as linhas 4, 5, 15 e 17 até 2018, data prometida para maior parte das expansões. Espera-se que com a segurança exigida para isso.

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About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

Um comentário

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  • IMAGINA ISSO AI CHEIO DE GENTE QUANDO INAUGURAR TODAS AS ESTAÇÕES, ISSO IA SER UMA CATÁSTROFE! POR ISSO E MUITOS OUTROS MOTIVOS SOU CONTRA A ESSES MONOTRILHOS. NÃO AOS MONOTRILHOS! SIM AOS METROS SUBTERRÂNEOS!

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