Motiva detalha investimentos de R$ 880 milhões nas linhas 4, 5, 8 e 9

Plano para 2026 inclui obras de expansão em Taboão da Serra e desapropriações para levar a Linha 5 até Jardim Ângela

Trens da Linha 4-Amarela estacionados no Pátio da Vila Sônia.
Composições da ViaQuatro, empregadas na Linha 4-Amarela.

A Motiva, holding que controla concessionárias de transporte sobre trilhos, divulgou seus resultados de 2025 e apresentou o plano de investimentos previsto para 2026 em linhas metroferroviárias da capital paulista operadas pela ViaQuatro e pela ViaMobilidade. Somados, os aportes destinados às linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda chegam a R$ 880 milhões.

Na Linha 4-Amarela, operada pela ViaQuatro, o investimento estimado é de R$ 123 milhões. Os recursos incluem trabalhos iniciais ligados à futura extensão até Taboão da Serra, além de renovação de frota, melhorias em sistemas, serviços de engenharia, mão de obra e manutenção. Também estão previstas ações de revitalização do sistema de sinalização, tanto fixa quanto embarcada, adequações elétricas e intervenções em veículos de manutenção. No campo comercial, a concessionária planeja o retrofit das estações Pinheiros e Faria Lima.

Para as linhas 5-Lilás e 17-Ouro, sob responsabilidade da ViaMobilidade, o plano prevê R$ 191 milhões em 2026. O valor incorpora R$ 68 milhões referentes a projetos postergados, que envolvem readequações de escopo, obras de retrofit e estudos de viabilidade para a extensão da Linha 5 até Jardim Ângela. Parte relevante do montante está associada a desapropriações e à implantação de novos sistemas, com um investimento adicional de R$ 85 milhões relacionado a um aditivo contratual em negociação com o poder concedente. O pacote também contempla manutenção de material rodante, licenciamento, revitalização de sistemas e a construção de um novo espaço comercial no Terminal Capão Redondo.

Trens da Linha 9-Esmeralda em Varginha (Metrô CPTM)

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Já para as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, a ViaMobilidade projeta investimentos de R$ 566 milhões no próximo ano. Desse total, R$ 128 milhões correspondem a valores remanescentes de 2025, principalmente devido a atrasos em obras de subestações de energia. As intervenções previstas incluem a revitalização de sistemas elétricos, a restauração da estação Júlio Prestes, reforços estruturais no Viaduto Gallafrio e a ampliação do Pátio Engenheiro São Paulo. O plano ainda abrange a recuperação de equipamentos subterrâneos, da via permanente, do material rodante e a aquisição de equipamentos elétricos para a estação Leopoldina.

Segundo a Motiva, os investimentos fazem parte do planejamento operacional das concessionárias e buscam dar suporte à continuidade dos serviços, à modernização da infraestrutura e à preparação para projetos de expansão já contratados ou em estudo no sistema metroferroviário paulista.