Nova licitação para finalizar obras das estações Orfanato e Santa Clara joga prazos para além de 2028

Prazo de 25 meses empurra conclusão de trecho da Linha 2-Verde e coloca em dúvida abertura do trecho em 2027

Plataformas da estação Orfanato
Plataformas da estação Orfanato (Márcia Alves/CMSP)

O Metrô de São Paulo publicou nesta terça-feira (3) uma nova licitação para executar obras civis remanescentes nas estações Orfanato e Santa Clara, da expansão da Linha 2-Verde. O edital foi lançado dias após a companhia divulgar um aditivo contratual com o consórcio responsável pelo trecho, que já havia atingido o limite legal de reajustes de valor, obrigando a retirada de parte do escopo original.

A nova concorrência envolve serviços de acabamento e outras intervenções civis que não puderam ser mantidas no contrato principal. Segundo o edital, também está incluída a conclusão de um túnel em método NATM entre o prolongamento existente após a estação Vila Prudente e o poço de ventilação e saída de emergência Falchi Gianini, no trecho Vila Prudente–Dutra da Linha 2-Verde.

A licitação será realizada de forma eletrônica, pelo critério de menor preço, com sessão pública marcada para 20 de março. O valor orçamentário é sigiloso, mas o prazo de execução, de 25 meses a partir da assinatura do contrato e da emissão da ordem de serviço, coloca em xeque a previsão de entrega do governo.

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Com esse cronograma, a conclusão das obras contratadas pela nova licitação se estende até pelo menos 2028. O prazo entra em conflito com a previsão divulgada pelo governo estadual de inaugurar, em 2027, o primeiro trecho da expansão da Linha 2-Verde, que inclui quatro estações: Orfanato, Santa Clara, Anália Franco e Vila Formosa.

Estação Santa Clara em dezembro de 2025 (Márcia Alves/CMSP)

As estações Orfanato e Santa Clara fazem parte do trecho inicial após o atual limite operacional da linha, hoje em Vila Prudente. Esse segmento é considerado crítico, pois conecta a infraestrutura já em operação às novas áreas em obras na zona leste. No contrato principal, o consórcio responsável ficou encarregado das estruturas brutas e da escavação dos túneis, mas parte dos acabamentos e serviços complementares precisou ser retirada para viabilizar o aditivo sem ultrapassar os limites legais de reajuste.

O novo edital permite a participação de empresas ou consórcios, exige cadastro no SICAF e no sistema Compras.gov.br e prevê regime de empreitada por preço unitário e global, conforme definido nos documentos técnicos. A empresa vencedora deverá apresentar garantia de execução correspondente a 5% do valor do contrato.

A publicação da licitação evidencia a fragmentação do escopo das obras da Linha 2-Verde nesta etapa da expansão. Embora os contratos principais estejam em andamento, a necessidade de uma nova concorrência para serviços complementares introduz incertezas adicionais sobre o cronograma de entrega do trecho inicial.

O Metrô havia realizado os leilões de lotes da extensão até Guarulhos em 2013 e assinado contrato com os consórcios em 2014. No entanto, o governo Alckmin congelou o processo por falta de recursos financeiros na época. Seu sucessor, João Doria, retomou os contratos em 2019 mas apenas do trecho até Penha.

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Marco Original
Marco Original
4 meses atrás

Nunca iria abrir em 2027. Só inauguram obras desse tamanho em ano eleitoral.

Henrique
Henrique
4 meses atrás

Tudo é tão lento e burocrático

Diego Vieira
Diego Vieira
4 meses atrás

Cada linha o Metrô aposta em um modelo diferente de contrato e sempre fica um rabo para trás.

Ficam tentando formas de economizar e no fim sai a mesma coisa ou até mais caro.

Faz zero sentido você contratar uma empresa para as obras brutas e outra para acabamentos em momentos tão diferentes. Vejam que o texto cita a contratação em 2014 e só agora, 12 anos depois e com as obras brutas praticamente prontas é que estão resolvendo isso.

Costumam elogiar São Paulo por ser o estado mais rico do Brasil. Mas, nitidamente, é uma riqueza que expressa muito bem como são os ricos paulistas: tem dinheiro de sobra, mas são bastante incompetentes.

Tem sorte de ter dinheiro, pois se não tivessem, tinha chance de ser um dos estados mais atrasados do país.

Diego
Diego
4 meses atrás
Responder para  Diego Vieira

E isso que São Paulo é disparado o estado/região metropolitana mais avançado(a) em mobilidade urbana…daí você tira o nível da incompetência dos outros estados e do país de modo geral…

Joao
Joao
4 meses atrás
Responder para  Diego Vieira

A empresa contratada era para fazer tudo, mas como essas empresas são espertas, cobraram mais nas obra bruta e menos no acabamento tendo um menor preço total, mas maior nas etapas iniciais. Como a avaliação da lei de licitações é pelo preço total, ela ganhou. Com a obra ganha dessa forma, qualquer aditivo de obra bruta acabava custando muito mais e isso fez o dinheiro esgotar. Sem dinheiro, não foi possível fazer o acabamento dentro do contrato, sendo o metrô obrigado a fazer uma nova contratação.