Metrô firma convênio para remover ocupação e destravar obras da estação Gabriela Mistral

Acordo com a CDHU prevê reassentamento de famílias em área necessária para futura estação das linhas 2-Verde, 12-Safira e 13-Jade

Estação Gabriela Mistral com terreno limpo
Estação Gabriela Mistral com terreno limpo (iTechdrones)

O Metrô de São Paulo e a CDHU assinaram um convênio para viabilizar o reassentamento de famílias que vivem em áreas afetadas pela futura estação Gabriela Mistral, uma das principais paradas da expansão da Linha 2-Verde na Zona Leste.

O acordo prevê a atuação conjunta das duas estatais para remover moradores em situação de vulnerabilidade instalados no núcleo Nova Kampala, ocupação localizada ao lado da Linha 12-Safira, na região da Penha.

Embora as desapropriações necessárias para a construção da estação tenham avançado nos últimos anos, parte da área ainda depende da desocupação de imóveis para que as obras possam ser iniciadas.

A futura estação Gabriela Mistral terá papel fundamental na expansão da Linha 2-Verde. Além da parada subterrânea do metrô, o projeto prevê uma estação em superfície para integração com as linhas 12-Safira e 13-Jade.

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Documentos técnicos anexados ao convênio mostram que a remoção das famílias é considerada essencial para a implantação da estação e também para intervenções complementares, como o remanejamento provisório dos trilhos da CPTM e a adequação do sistema viário no entorno.

Estação Gabriela Mistral (Tiquatira) (Arcadis)

Segundo o plano elaborado pela CDHU, a ocupação Nova Kampala está instalada em terrenos públicos estaduais localizados entre a ferrovia e a Rua Kampala. A área já havia passado por um processo de desocupação entre 2009 e 2010 durante obras ligadas à Marginal Tietê, mas acabou sendo ocupada novamente nos anos seguintes.

O estudo mais recente identificou mais de 2 mil edificações na comunidade. Para a primeira etapa das intervenções, o foco estará em uma faixa considerada prioritária pelo Metrô, onde foram mapeadas 467 construções que precisam ser liberadas para permitir o avanço das obras ferroviárias.

O convênio prevê que a CDHU ficará responsável pelo cadastramento das famílias, atendimento social e oferta de soluções habitacionais definitivas. Em casos em que a mudança precisar ocorrer antes da entrega das moradias, os moradores poderão receber auxílio-moradia temporário.

O investimento estimado para as ações de reassentamento e atendimento habitacional é de R$ 155,3 milhões.

Apesar do avanço administrativo, o início das obras civis da estação Gabriela Mistral ainda depende da liberação das áreas necessárias para o empreendimento. Das cinco novas paradas até Guarulhos, apenas duas tiveram as obras iniciadas – Penha de França e Fernão Dias. Dutra e Gabriela Mistral estão na fase de limpeza do terreno enquanto Ponte Grande segue sem trabalhos.

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Bruno Ventura
Bruno Ventura
10 segundos atrás

Já vimos esse filme antes com a L15 e a favela da Vila Prudente. Não saiu do lugar.