Novo sistema de controle de trens das linhas 1-Azul e 3-Vermelha atrasa

Sistema CBTC deveria ter entrado em operação na Linha 1 em fevereiro e agora está previsto para este mês. Linha 3, a mais lotada do Metrô, só contará com novo recurso em dezembro em vez de julho
Trem da Linha 1-Azul (Jean Carlos)

A implantação do sistema CBTC, de controle de trens, nas linhas 1-Azul e 3-Vermelha do Metrô atrasou mais uma vez. Agora a companhia prevê que a modernização só entrará em operação em março deste ano na primeira e em dezembro na segunda.

O projeto está a cargo da empresa Alstom, que também é responsável pela instalação de portas de plataforma em quatro estações dos dois ramais.

Até dezembro, a previsão do Metrô era que a Linha 1 passasse a ter a operação comercial por CBTC em fevereiro, assim como das PSDs de Jabaquara e Tucuruvi. Na nova previsão, o sistema entrará em funcionamento pleno neste mês. A empresa vem realizando testes aos domingos para simular uma operação em horário de pico.

A situação da Linha 3-Vermelha, a mais lotada do Metrô, é mais complicada. A meta era entregar o CBTC e as portas de Palmeiras-Barra Funda e Corinthians-Itaquera em julho, mas agora a companhia desmembrou o cronograma.

Portas de plataforma em Tucuruvi (Jean Carlos)

Segundo ele, as PSDs de Barra Funda passarão a funcionar em agosto enquanto Itaquera terá as fachadas funcionando em outubro. Já o sistema CBTC só será entregue em dezembro.

Sobre as portas de plataforma, a Alstom já montou as estruturas em Jabaquara e Tucuruvi e está realizando testes em ambas. As PSDs de Barra Funda já foram entregues, mas ainda não foram levadas para a estação. Por fim, as fachadas de Itaquera chegaram ao Brasil, mas estavam na alfândega sendo desembaraçadas.

Maior segurança e eficiência

A implantação do sistema CBTC é crucial para aprimorar a operação nas três linhas mais antigas do Metrô. O sistema já é usado nas linhas 4-Amarela, 5-Lilás e 15-Prata e permite um funcionamento mais eficiente e seguro dos trens. Já as portas de plataforma evitam acidentes e também colaboram para que as viagens não sofram interrupções.

Além desse contrato, o Metrô também tem outro projeto de instalação de PSDs, com o consórcio Kobra, que foi retomado em 2021.

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  1. E ainda vão fornecer o mesmo sistema para o Chile ….
    Este fornecimento está atrasado mais de dez anos.
    O que está instalado na Linha 2 tem um desempenho, nós seus melhores momentos, igual ao antigo ATC .
    Aquela história que seria maravilhoso, ia diminuir o intervalo entre trens , simplesmente não existe.
    Tudo isto ao custo de mais de bilhão….

    1. O desempenho do CBTC da Linha 2 é superior ao do antigo sistema ATO, permitindo a inclusão de mais trens na linha 2 no horário de pico.

      Você acha que a segurança de passageiros e condutores deve ser entregue a um sistema ATO de mais de 50 anos de idade?

      1. Não é superior não, conforme eu disse na melhor das hipóteses é igual.
        A vantagem no caso é um menor desgaste do material rodante é uma confiabilidade maior do que o ATC .
        Mas desempenho definitivamente não atinge ao que foi especificado é contratado.
        Em resumo, muito dinheiro por pouco desempenho.
        , sem falar no atraso crônico

        1. Tanto é superior como está sendo adotado no mundo inteiro. Em resumo, muito dinheiro bem aplicado para um sistema de controle de trens moderno e que deve permanecer eficiente pelos próximos 50 anos. Defender a mera manutenção de um sistema desenvolvido no século passado e já obsoleto é colocar a vida de milhões de pessoas em risco.

          A Cia. do Metropolitano contratou o CBTC e,depois, pediu itens fora do contrato original. Isso causou um aumento considerável de tempo e custos. A grande questão não é o custo do sistema mas sim o que fez a Cia. do Metropolitano não saber contratar de forma eficiente um sistema tão essencial para sua operação. Afinal de contas, quem especificou, contratou e fiscaliza o contrato é a Cia. do Metropolitano por meio de seus funcionários. Se alguns deles erraram na elaboração das especificações técnicas, é preciso descobrir as causas desses erros (vários contratos da Cia. do Metropolitano acabaram judicializados por problemas em editais de licitação e ou em contratos) e garantir que não ocorram outra vez.

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