Parque linear que permitirá avanço da Linha 17 até o Jabaquara recebeu seis propostas
Prefeitura de São Paulo está licitando obra que fará ligação viária entre a Avenida Roberto Marinho e a Rodovia dos Imigrantes
A implantação de vigas-trilho da Linha 17-Ouro após o Pátio Água Espraiada no sentido Jabaquara, realizada nesta semana pelo Metrô, não é, ao que tudo indica, um ato isolado. O movimento visto segue em linha com o projeto da Prefeitura de São Paulo de tirar do papel a prometida ligação viária entre a Avenida Roberto Marinho e a Rodovia dos Imigrantes.
Os dois projetos sempre foram pensados em consonância, com a administração municipal requalificando a superfície e o governo do estado levando um transporte rápido e moderno para regiões hoje não atendidas pela malha sobre trilhos.
Pois bem, no final de setembro, a Prefeitura de São Paulo realizou o ato público para recebimento de propostas para as obras da ligação viária e que inclui um túnel e um parque linear.
Seis empresas entregaram suas propostas, os consórcios Construcap-Paulitec-Ivai, Roma-CER (Álya e Odebrecht), Nova Roma (Andrade Gutierrez e Nova Dimensão), Nova Roma (Construbase, F.M. Rodrigues, Uranpress e Spol), Roma-SP (FBS, Constran e DP Barros) e a Acciona Construcción.
Vigas no sentido Jabaquara (CMSP)
Na ocasião, esses grupos entregaram envolopes contendo as propostas técnica e comercial além de documentos de habilitação. Após isso, a sessão foi suspensa para análise e julgamento da proposta técnica – os valores não foram revelados.
Segundo a prefeitura, o resultado da análise será divulgado em data ainda a ser definida. O custo da obra é orçado em quase R$ 2,7 bilhões e tem como prazo de execução o ano de 2030.
Por que a obra é importante para a Linha 17?
Originalmente, a gestão municipal tentou implantar um túnel muito mais extenso e que desviaria o fluxo de veículos do parque linear. Agora o projeto contempla vias na superfície ao lado da área verde. Com isso, o túnel caiu de 2,3 km para apenas 460 metros de extensão.
Para o Metrô, o parque linear é imprescindível a fim de permitir que as vias da Linha 17 possam percorrer o trecho, hoje ocupado parcialmente por habitações.
Documento mostra a previsão de início das obras nos dois trechos hoje pausados
No planejamento da companhia do estado, a extensão até Jabaquara é a terceira fase do monotrilho, após a atual e a segunda fase até São Paulo-Morumbi.
O plano é ter mais cinco estações: Vila Paulista, Vila Babilônia, Cidade Leonor, Hospital Sabóia e o terminal Jabaquara, onde haverá a ligação com a Linha 1-Azul.
O Metrô informou que espera iniciar as obras da terceira fase em 2029, o que está em linha com o cronograma da prefeitura.

Recebe as propostas. Não informa os valores recebidos. Suspende a sessão. O resultado será divulgado em data ainda não definida.
Que estranho. Esse procedimento é assim mesmo? Será que existe ou não existe margem de manobra para ser possível modificar os valores recebidos até lá? E assim favorecer alguma empresa antes do anúncio dos valores supostamente inicialmente recebidos.
A sessão é suspensa para análise da proposta vencedora e leva tempo para analisar todos os detalhes. A avaliação do vencedor não é apenas com relação ao preço.
Todas as propostas são registradas no sistema.
Duvido que consigam tirar todas as casas que ficam na margem desse rio até Jabaquara, o lado de Paraisopolis parece mais fácil, linha mal projetada, era para passar pela Av. João de luca e Av. Cupece e não por ai
Por isso o metrô depende do parque linear pra seguir com as obras, pra n precisar lidar com isso, e na vdd o projeto do parque prevê construção de prédios pra essas famílias, pelo menos no formato original, não sei se mudou isso
Se todo gestor público pensar igual a você nunca vamos resolver o problema das moradias insalubres e irregulares deste local. É muito mais trabalhoso, sim! Mas é um trabalho a ser feito.
Passar a Linha 17 onde já existe outro corredor?
Ideia de jerico.