Presidente da CPTM esclarece porque não há linha de trem entre Suzano e Rio Grande da Serra
Atendimento chegou a ser estudado pela estatal e é um pedido de moradores da região cortada por via cargueira atual
Operando atualmente quatro linhas de trem, mas perto de ficar responsável apenas pela Linha 10-Turquesa, entre a Barra Funda e Rio Grande da Serra, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) já estudou ligação entre o ABC e Suzano. Mas por que não saiu do papel?
Em entrevista exclusiva para o MetrôCPTM, Michael Cerqueira, presidente da estatal, contou o motivo, mostrando questões mais técnicas para não seguir adiante com essa ideia.
Conforme concepção de um movimento de moradores de uma região cortada por linha de trem entre Rio Grande da Serra e Suzano, um atendimento com passageiros seria de bom agrado, aproveitando a malha da MRS Logística.
De acordo com o líder da CPTM, houve uma análise do trajeto, mas questões como raio da curva, geometria da via, o compartilhamento com carga e outras particularidades impediram o seu avanço. Mas o fator determinante foi a demanda de passageiros, inferior à média das linhas metropolitanas atualmente em operação.
“Precisamos entender que aquela linha é uma linha que atende carga. É um traçado antigo, com olhar diferente, raio de curva, nível de inclinação, são diferentes do que a gente pratica no [transporte] metropolitano. Essa linha já analisamos algumas vezes e em todas as vezes, ela não se mostrou viável sob o ponto de vista da quantidade de passageiros naquele eixo.”
Estação Suzano (Jean Carlos)
Na prática, os investimentos previstos são elevados para o volume de passageiros estimado, indicando que a linha dificilmente conseguiria se sustentar apenas com a arrecadação das tarifas.
“Onde ela passa, eu não tenho adensamento suficiente que justifique essa linha. Todos os nossos estudos não demonstraram viabilidade de passageiro”, completou Michael Cerqueira.
Como este site já destacou no ano passado, inclusive, o governador Tarcísio de Freitas havia mencionado que esta ligação ferroviária entre o Alto Tietê e ABC estava “fora do radar”, com foco na futura Linha 14-Ônix.
“Nas nossas análises, ela não dava viabilidade sob o ponto de vista de passageiro. Teríamos que fazer todo um pacote de investimento para começar operar, e que pelas nossas análises não é uma linha que tem demanda que sustente uma operação”, finalizou o presidente da CPTM, também descartando a ideia.

Aquela região não pode ser agendada por ser área de mananciais.
FALÁCIAS….
Se for assim, então tem que remover Paranapiacaba, Rio Grande da Serra e outras cidades a beira da Serra do mar por ser area de manancial.
E desativar tb a Imigrantes e a Anchieta que solta poluição no meio da serra do mar, além do barulho que afeta diretamente a fauna local, já que onde passa a rodovia, não tem nenhum isolamento acustico para abafar o ruido dos carros e caminhões que passam por ali diariamente, dia e noite, principalmente na Anchieta.
Renato é o rei das falácias.
Mais um pouco vai defender queimadas na Amazônia como indutoras de desenvolvimento.
E também não há demanda suficiente para justificar um trem metropolitano. No máximo, um VLT diesel e olhe lá
A questão não seria atender ao entorno, mas sim uma ligação direta entre o ABC e o alto Tietê, facilitando a locomoção de quem transita nestas dias regioes. Será que esse estudo também foi feito?
Há baixíssima demanda, conforme os estudos indicaram. Para que insistir nisso?
Salvo engano, essa linha atende toda as regiões sul de Suzano e Mogi das Cruzes, seguindo a rodovia Índio Tibiriçá. Se houvesse um trem até Santos e um até São José dos Campos, a linha de carga poderia ser ampliada para ganhar duplicação (se tiver possibilidade) e estações para atender esta variação.
Um VLT talvez também ajudaria em partes, pois há um ponto ignorado. Essa região é de chácaras e sítios. Além de ser uma área próxima as represas que abastecem a região (e tem também algumas ligações de água para a RMSP). Para a manutenção de um turismo e locmoção local talvez um VLT ajudaria, fora isso, talvez no final o problema seria a demanda mesmo, porque ela seria que nem uma espécie de “linha 4”, mais para baldear entre RGE e Suzano, mas o esforço de desvio daria mais atrasos provavelmente.
Só não poderia utilizar a linha já existente, que faz parte de um fundamental e transitado corredor para cargas.
No máximo aproveitar a faixa de domínio, e construir uma linha totalmente nova e paralela à ferrovia já existente, sem qualquer interferência de tráfego entre ambas.
Porém aí seria o caso de antes se fazer os devidos estudos e análises, e também as respectivas contas…
Vem ai então um BRT na Índio Tibiriçá? rs
A NEXT é que vai construir!
Ela já é lá do ABC mesmo…
🤣🤣🤣
Pq iria ligar nada a lugar nenhum, sem falar que qualquer coisa que incentive um adensamento ao lado da mata atlântica deve ser evitado
Alguma das linhas atuais se sustenta apenas com a arrecadação de tarifas?
Borba gato justifica a sua existência?
Acredito que a ligação Suzano/rio grande diminuiria e muito a lotação do trem em Mauá e Abc, já que grande parte desses usuários iriam fazer a viagem no acesso de Mauá, Suzano e seguiriam pra zona leste, aeroporto. É um investimento que se for BEM ADMINISTRADO, vale a pena.
A população só cresce e quem anda de carro não deveria opinar.
Se é pra fazer uma ligação direta entre Suzano e Rio Grande da Serra sem paradas intermediárias, acho que um serviço de ônibus rodoviário expresso seria o suficiente.
Quando não querem melhorar o transporte público de uma região tão sofrida os caras não melhoram mesmo, querem que se danem não é no deles mesmo, se eles usassem eles arrumariam até além do que queremos. Se eles usassem teria até VLT e monotrilho de Rio Grande da Serra a Suzano