Linha 10-Turquesa ficará com novos trens da Série 8500 em definitivo, diz presidente da CPTM

Composições mais modernas voltaram ao ramal do ABC enquanto Expresso da Linha 10 ficará com os trens do modelo 2070 revisados

Trem da Série 8500 operando na Linha 10-Turquesa
Trem da Série 8500 operando na Linha 10-Turquesa (Metrô CPTM)

Após a polêmica sobre o repasse de trens mais antigos para atender os passageiros da Linha 10-Turquesa, o governo do estado bateu o martelo e manterá parte da frota da Série 8500 no ramal – o modelo é um dos mais novos em operação.

A informação foi revelada pelo presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Michael Cerqueira, em entrevista exclusiva a este site. Segundo ele, a Linha 10-Turquesa contará com 23 trens de oito carros cada, divididos entre o serviço parador, de Rio Grande da Serra, a Palmeiras-Barra Funda e o Expresso da Linha 10, inclusive, mantendo reserva técnica operacional, para casos de necessidade, inserir mais composições na operação.

A ideia é que 18 dos 35 trens da Série 8500 fabricados pela CAF permaneçam no ramal, junto de cinco composições da Série 2070.

O assunto foi discutido com a concessionária Trivia Trens e a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP), para definir as necessidades operacionais, uma vez que as unidades de trens das Série 7000 e 7500 que originalmente seriam da linha 10, agora serão alocados nas linhas 11, 12 e 13.

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“A decisão de permanecer com 8500 na linha já está tomada, não há alteração de frota e vamos ficar com os 8500. A gente ainda está refinando com a questão da ARTESP e com a Trivia para entender as necessidades operacionais dos dois operadores”, explicou.

Trem da CPTM em Ribeirão Pires (Jean Carlos)

O executivo comentou sobre as reclamações da frota e pontuou que os modelos 7000 e 7500 são praticamente iguais aos 8500, sendo do mesmo fabricante, com características técnicas similares,. A única diferença mais gritante é a ausência do gangway, espaço que permite a circulação livre entre os carros.

“Ainda que os 7000 e 7500 tenham um desempenho exatamente igual. Não tem gangway no 7000 e 7500, e é só isso a diferença. O freio é o mesmo, sistema de aceleração é o mesmo, o consumo de energia é o mesmo, o desempenho é o mesmo, aceleração e o fabricante é o mesmo. Tem essa percepção de que é um trem mais antigo porque não tem gangway”, explicou o presidente, sobre o assunto da frota.

Expresso da Linha 10 também em a frota definida

Trem da Série 2070 durante atendimento ao Expresso da Linha 10 na CPTM

Michael esclareceu também sobre o Expresso da Linha 10, o serviço que conecta as estações Tamanduateí e Santo André, nos horários de pico de maneira rápida. LLá serão mantidos os trens da Série 2070, com cinco unidades de oito carros cada, um por vez operando o Expresso, mas com outras unidades disponíveis se preciso, tanto para este atendimento, quanto para a operação da linha 10 convencional.

Os trens deste modelo são classificados pelo executivo como novos e estão gradualmente passando pelas revisões nível F e G, considerada manutenções mais pesadas e que restauram as unidades para um padrão equivalente a trens mais recentes.

“Estamos reformando a Série 2700, dentro do contrato de manutenção, que não é uma reforma, só está prevista a RG e a RF, e dentro disso tem uma requalificação do interior do trem. Vamos mudar algumas coisas que a Série 2700 tinha no modelo de identidade visual interna”, disse.

Presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Michael Sotelo Cerqueira, durante atividades na sede da estatal em São Paulo ((MetrôCPTM))

Não vai ter painel digital na 2700, mas não precisa ter a mesma comunicação que a gente tinha dez anos atrás. Eles são trens novos, do ponto de vista de vida útil deles e têm desempenho muito bom”, acrescentou

Por fim, o presidente da CPTM ainda lamentou a visão negativa que parte dos passageiros tenham desta frota, mas confirmou que ele pode atender o Expresso sem qualquer impedimento.

“Infelizmente o trem ficou com a fama de ser ruim por questões outras que nada têm a ver com o desempenho operacional dele. E a gente usa a 2700 no Expresso sem problema nenhum.”