Primeira etapa da reforma da estação Palmeiras-Barra Funda é entregue pela CPTM

Obra envolve a área onde opera a Linha 7-Rubi, que futuramente será repassada para a iniciativa privada
Estação Palmeiras-Barra Funda (Jean Carlos)

A CPTM entregou nesta quarta-feira, 29, a primeira etapa da reforma da estação Palmeiras-Barra Funda na área de atendimento da Linha 7-Rubi.

A revitalização custou R$ 17 milhões e incluiu a substituição de piso das plataformas, mezanino, áreas de circulação da estação e operacionais, além da parte da iluminação e comunicação visual do local.

As obras foram divididas em duas frentes, uma responsável pela troca dos pisos de plurigoma por um piso frio, e outra que focou na substituição da comunicação visual e iluminação, trocada por lâmpadas de LED. A CPTM também ampliou a área iluminada, sobretudo nas regiões das escadas rolantes e fixas. “Desta forma, frisamos o compromisso com a segurança dos nossos passageiros”, explicou Pedro Moro, presidente da CPTM.

O site mostrou o andamento das obras anteriormente, que foi realizado nas plataformas 5 e 6 da estação. Os trabalhos continuam agora focados nos itens de acessibilidade que incluem novos elevadores e a preparação para receber a Linha 13-Jade e a Linha 11-Coral a partir de 2024.

Troca de pisos na estação Barra Funda (Jean Carlos)

Ramal a ser concedido à operadora do Trem Intercidades

A revitalização da área operacional da Linha 7-Rubi ocorre às vésperas de o governo do estado lançar a licitação de concessão do Trem Intercidades Eixo Norte (TIC). O projeto prevê a implantação de um serviço regional de trens entre Campinas e São Paulo e que terá seu terminal na capital paulista justamente na Barra Funda.

O pacote a ser oferecido no certame também inclui o Trem Intermetropolitano, um serviço entre Francisco Morato e Campinas, e a Linha 7-Rubi, que passará a funcionar apenas entre Francisco Morato e Palmeiras-Barra Funda. Ou seja, os passageiros que desejarem seguir viagem até Luz ou Brás, como ocorre atualmente, deverão fazer a baldeação para outros ramais.

 

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  1. Trens Metropolitanos sempre devem ser prioritários em relação aos TIC Trens Intercidades, pois beneficiam um número muito maior de usuários diariamente, esta importantíssima constatação deveria ser levada em conta antes de se fazer uma concessão, desta forma é insensato se retirar a Linha 7-Rubi de sua chegada na Luz, da mesma forma a Linha 10-Turquesa, que possuem o mesmo número de passageiros, desta forma deveria ser mantida sua reunificação.

    A maioria dos usuários que imploram por concessões estão desinformados ou por desconhecimento ou de forma deliberada destes custos ocultos apresentados que o Estado desembolsa, afinal os “gestores” desejam passar a imagem distorcida que concessão foi uma atitude melhor, e os custos são menores, e que o valor da passagem é o custo final!
    Lembrando que em todos os casos ainda há uma cláusula que cobre eventuais quedas abruptas de demanda como ocorreu na pandemia, a tal frustração tarifária, significando que o risco zero para as concessionárias!

    Estas múltiplas concessões em futuro próximo terão um impacto financeiro crescente extremamente negativo, pois poderá faltar recursos para as obrigações contratuais. Em uma situação mais crítica, poderá ser necessário remanejar verbas de outras áreas para cobrir esses custos.

    Em síntese: “Por trás das propaladas pretensas operações de concessão perfeitas e vantajosas, há sempre um Estado forte aportando recursos vultosos” E se esse Estado não conseguir aportar? Bem, a tal operação perfeita, gradativamente, irá se ruir.

  2. Se isto fosse verdade o estado de São Paulo não teria 18 das 20 melhores rodovias do país. As concessões representam uma forma de driblar a falta de recursos causadas pelo federalismo oportunista brasileiro, onde meia dúzia de estados superavitarios tem que bancar o restante de estados mal administrados. São Paulo é um dos estados mais afetados, onde menos de 10% da arrecadação fica aqui. Para piorar, sucessivos governos em nível federal boicotam nosso estado, especialmente por questões políticas. Mesmo assim, o estado tem mantido a liderança em investimentos em infraestrutura no país nas últimas décadas. Um exemplo do sucesso das concessões é a construção da segunda pista da Imigrantes, bancada exclusivamente pela concessionária.

    1. Ed, concordo com você que São Paulo é o estado mais afetado, onde mais se arrecada e a menor parte fica aqui. E que os sucessivos governos federais boicotam, especialmente por questões políticas.

      Porém gostaria de relembrar de mais esta constatação de vários fatos relevantes que não caiam no esquecimento, e que são muito representativos.
      E com relação das muitas benesses que a administração estadual em relação as concessões tem apresentado.

      – “Metra oficializou proposta do BRT ABC já em abril de 2019” 28/7/21
      – “Relatório do Tribunal de Contas aponta irregularidades no contrato que deu origem ao BRT-ABC” 25/2/22
      -“Consultoria fará diligência que dará subsídios para a indenização pelo fim da Linha 18-Bronze” 18/6/22

      Tem que ser investigado com rigor a renovação de contrato com a Metra que oficializou proposta do BRT ABC já em abril de 2019 sem licitação e o favorecimento desta para implantar o BRT em local em substituição a Linha 18-Bronze o repasse sem licitação do aditivo assinado pelo ex-presidente da EMTU e novo secretário dos Transportes Metropolitanos Marco Antonio Assalve e a Metra, no contrato do Corredor ABD teve vultosos acréscimos irregulares estão sendo investigadas pelo TCU Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público, deveriam ser anuladas, Dória e Morando tem ligações com estas concessões.

      -“CPTM tem cerca de 20 trens com maior rodagem que a frota da ViaMobilidade” 20/6/2022
      Nesta a ViaMobilidade reclamou que a manutenção dos trens emprestados sem dispêndio de valores não estavam em dia, e foi motivos de tentar justificar as falhas continuas na operação.
      Mais um fato para demonstrar que o impacto para a operadora privada é praticamente nulo diante de um contrato em que assumiu a responsabilidade por operar e manter as duas linhas em níveis satisfatórios sem quaisquer custos extra para o contribuinte nesse sentido.
      – “Ressarcimento mensal da ViaMobilidade à CPTM equivale a menos de duas horas de faturamento na Linha 8” 05/6/2022
      Pelo período de vigência de cinco anos do convênio, a CPTM cita um valor irrisório de R$ 25.760 pelo uso das plataformas da estação Barra Funda e ainda deixa em aberto possíveis aditamentos se a ViaMobilidade necessitar de outras assistências no futuro.

      -“Mais de dois anos após incidente, Metrô ainda não multou consórcio responsável pela Linha 15-Prata” 19/6/22
      Uma vez que estamos falando em ressarcimento de prejuízos, como ficaram os acontecidos no ano de 2020 por ocasião das paralisações e incidentes após 111 dias sem atender a região, que apesar de tantas evidências de erros das empresas que formam o CEML ainda levar tanto tempo para chegar à sua conclusão, aonde está o laudo do IPT sobre o ocorrido? A Linha 15-Prata retomou a operação nas estações Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus somente no dia 18/6/20!

      É notório como empresas privadas são ágeis em cobrar o governo pelo não cumprimento do contrato enquanto o caminho inverso não é verdadeiro, sempre é sinuoso e moroso.

  3. Não vai ter, faltando 3 meses para as eleições estaduais e os caras continuam com esse projeto mirabolante, esquece mais uma matéria furada daquele gaguinho do Via Trolebus.

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