Primeiro trem da Frota R do Metrô de SP deve ser entregue até abril de 2027
Prazo consta do contrato fechado com a CRRC Sifang nesta terça-feira e sugere que expansão pode sofrer novo atraso
Com o contrato assinado com o Metrô de São Paulo, a fabricante CRRC Sifang terá agora que correr com a produção dos 44 trens da Frota R, que reforçarão as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.
E o documento assinado nesta terça-feira, 22, também faz a contagem regressiva do prazo ser iniciada. Com isso já é possível saber quando o primeiro trem deverá ser entregue à companhia.
Segundo o contrato, a CRRC Sifang tem 21 meses a partir da assinatura para disponibilizar a primeira composição. Com isso, o prazo para a chegada do trem cabeça de série é abril de 2027.
Trata-se do ano em que a primeira etapa de expansão da Linha 2-Verde será entregue, entre Vila Prudente e Vila Formosa, com quatro novas estações.
Ou seja, há algo na conta que não fecha. Isso porque quando um trem inédito é incorporado pelo Metrô, passa por meses de testes e comissionamento.
Se de fato a CRRC cumprir o prazo, sobrariam apenas oito meses para que esse processo seja concluído e permita iniciar a operação do novo trecho.
Expansão gradual?
Não está claro, contudo, se o Metrô pode abrir as quatro estações em obras apenas com uma operação assistida limita, feita pela sua atual frota. É uma possibilidade, porém, significa que os usuários irão demorar mais tempo ara de fato usufruir do serviço.
A fabricante chinesa pode adiantar o cronograma, por outro lado, mas difícil crer que isso possa influenciar o quadro de forma significativa.
E há ainda a hipótese que as obras da Linha 2 tenham novos atrasos. O trecho tinha previsão de entrega em 2026 e foi postergado tempos atrás pela companhia.
O cenário mais provável é que a extensão da Linha 2 seja entregue de forma limitada e aos poucos passe a ganhar oferta e desempenho, afinal trata-se de um dos ramais mais movimentados da malha metroferroviária.
De qualquer forma, os 44 trens da Frota R só deverão chegar ao país até meados de 2030, o que já sugere que a expansão será gradual.
