Prefeitura de Taboão da Serra critica projeto da estação da Linha 4-Amarela

Secretário de Transporte e Mobilidade apontou ausência de integração com ônibus municipais e questões viárias

Projeção da estação Taboão da Serra, da Linha 4-Amarela
Projeção da estação Taboão da Serra, da Linha 4-Amarela (PMTS)

O secretário de Transporte e Mobilidade Urbana de Taboão da Serra, Marcos Paulo de Oliveira, afirmou ao site O Taboanense que o projeto da futura estação Taboão da Serra, da Linha 4-Amarela do Metrô, apresenta falhas estruturais e operacionais. O principal ponto destacado foi a falta de integração entre o novo terminal metroviário e as linhas municipais de ônibus da cidade.

Segundo Oliveira, a atual proposta do governo do Estado não prevê a chegada de linhas municipais à estação, o que obrigaria os passageiros a percorrer distâncias a pé, mesmo em condições climáticas adversas. O secretário informou que foram feitos 11 apontamentos formais à equipe técnica estadual, destacando deficiências que podem afetar a mobilidade local.

Entre as preocupações está a ausência de conexão física e operacional com o transporte coletivo municipal. O secretário argumenta que a falta de integração pode dificultar o acesso dos moradores ao metrô e aumentar o tempo de deslocamento, reduzindo a eficiência da rede metropolitana.

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Outro aspecto mencionado envolve as linhas intermunicipais, cujas paradas próximas à estação podem criar gargalos no trânsito. Para mitigar este impacto, Oliveira defende a construção de uma passagem subterrânea para veículos e pede infraestrutura adequada na estação, incluindo escadas rolantes, elevadores e baias específicas para táxis e aplicativos.

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Projeto sob responsabilidade da ViaQuatro

O secretário também ressaltou a necessidade de um corredor de ônibus integrado entre São Paulo, Taboão da Serra e Embu das Artes, ampliando a conectividade regional. As solicitações foram encaminhadas enquanto o projeto ainda está em fase de planejamento, etapa considerada estratégica para correções.

A previsão do governo do Estado é concluir a estação em 2028, mas a gestão municipal manifesta ceticismo quanto ao cumprimento do prazo.

A extensão da Linha 4-Amarela está sob responsabilidade da ViaQuatro, concessionária que opera o ramal. Em junho, a Cetesb emitiu a Licença Ambiental de Instalação (LAI), que na prática autorizada a implantação os canteiros das estações e poços de ventilação.

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O governo do estado realizou um ato simbólico de início de obras em abril, mas desde então pouco se viu nos locais previstos para os trabalhos.

Em nota enviada ao site, a ViaQuatro afirmou na época que “que as providências para execução das obras da extensão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra estão sendo tomadas”.

A extensão da Linha 4-Amarela terá 3,3 km e deve atrair mais 110 mil passageiros ao ramal. O custo da obra é calculado em R$ 3,4 bilhões e o prazo de construção pode variar de quatro a cinco anos.