Novo titular da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, Paulo José Galli, assumiu o posto após a saída de Alexandre Baldy em outubro. Mas o novo secretário não é um estranho no ninho, ao contrário do seu antecessor quando chegou em 2019.
Galli já atuava na pasta como secretário executivo após passagens em vários órgãos públicos como a Caixa Econômica Federal. Nesta quinta-feira, 18, o novo secretário participou do Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, onde abordou vários temas sobre projetos sobre trilhos.
Mais pragmático e sereno, Galli afirmou, entre outros fatos, que a Linha 17-Ouro deverá ser entregue em 2023, um prazo mais realista e que já era apontado por este site desde o ano passado. Segundo ele, os trens da BYD chegarão ainda em 2022, mas a operação só deve ter início no ano seguinte.
Oficialmente, o governo Doria bancava a meta de entregar a obra até o final de 2022, no fim do mandato atual. Baldy foi além prometendo trazer o primeiro trem de monotrilho já em março, mesmo com as obras e sistemas incompletos.
Ao ser indagado sobre a extensão da Linha 17 até Paraisópolis, o secretário dos Transportes Metropolitanos garantiu que o monotrilho continuará sendo implantado após a entrega do trecho prioritário com oito estações, mas não quis apontar uma previsão.

BRT superior ao monotrilho
Por outro lado, Galli reafirmou a postura contrária ao monotrilho da atual gestão. Segundo ele, não há mais projetos desse tipo de modal em estudo no Metrô atualmente. A justificativa é que se trataria de um tipo de modal caro, polêmico e de impacto visual.
“É seguro e eficiente, mas muito caro, tem uma interferência urbana bastante grande e controversa e é também de difícil implementação”, afirmou o executivo, que fez coro com seu antigo chefe em defender o corredor de ônibus BRT como solução mais adequada que o monotrilho – a despeito da farta documentação técnica contrária a essa afirmação.