Solo diferente não vai causar atrasos na Linha 20-Rosa, diz Metrô
Formação rochosa inédita encontrada em Santo André não vai causar problema para obras do ramal, garante companhia, que segue analisando solo
A formação geológica inédita encontrada pelo Metrô de São Paulo em sondagens da Linha 20-Rosa próximas à futura estação Portugal, em Santo André, não devem atrasar ou ser um problema para a obra do ramal, afirmou a companhia em nota.
“Esse tipo de formação não é comum, mas não representa problema, obstáculo ou atraso: trata-se apenas de um solo diferente do encontrado na cidade de São Paulo. As escavações neste tipo de solo serão feitas com os métodos adequados, definidos a partir desses estudos”, explicou o Metrô ao site.
A descoberta do subsolo incomum em trechos metroviários foi feita recentemente e revelada por uma reportagem da Folha de São Paulo em setembro. Na ocasião, os técnicos ouvidos pelo jornal sugeriram que seria preciso avaliar uma nova abordagem para que o tatuzão consiga cruzar esses sedimentos que apresentam características de ‘esfarelamento’.
Tatuzão (CMSP)
Segundo a empresa, as sondagens identificaram rochas metamórficas como “micaxistos, gnaisses e milonitos” numa profundidade entre 46 e 53 metros. Mas a presença de um solo diferente era esperada já que até hoje as linhas subterrâneas existentes nunca saíram da capital, expondo os projetos e novas situações.
Desde o início do ano, cerca de 700 sondagens foram feitas a cada 60 metros, com amostras catalogadas para análises futuras. O Metrô diz que continuará realizando mais sondagens em meio à produção do projeto básico, que servirá como referência para o edital de concessão, a ser lançado possivelmente em 2027.
A região onde há o subsolo inédito será escavada por um dos tatuzões que deverão partir da região do pátio de manutenção que será construído no antigo terreno da Ford, em São Bernardo do Campo.
Projeto básico ficará pronto em 2026
O governo do estado segue um roteiro diferente na Linha 20 se comparada à Linha 16, que está a caminho do lançamento do edital no início de 2026. No ramal que irá de Teodoro Sampaio a Abel Ferreira, não há projeto básicos, apenas estudos realizado pela Acciona, empresa que é a maior interessada no empreendimento.
Área desapropriada pelo Metrô para o pátio da Linha 20-Rosa (iTechdrones)
Já na Linha 20 estão sendo realizados o projeto básico, previsto para ser concluído no ano que vem, além de estudos de potencial econômico do ramal, entre outros.
Quando for concluído, o novo ramal terá 33 km de extensão, entre Santo André e Santa Marina, perto da Lapa. A linha contará com 24 estações e dois pátios de manutenção, a princípio, um deles na zona oeste e outro no Taboão, em São Bernardo do Campo.
Área onde deverá ficar a estação
Veja nota do Metrô
“Todo projeto de metrô realiza estudos geológicos e geotécnicos detalhados para garantir segurança e eficiência. Na futura Linha 20-Rosa, as sondagens identificaram rochas metamórficas como micaxistos, gnaisses e milonitos entre 46 m e 52 m de profundidade na área da futura Estação Portugal, em Santo André.
Esse tipo de formação não é comum, mas não representa problema, obstáculo ou atraso: trata-se apenas de um solo diferente do encontrado na cidade de São Paulo. As escavações neste tipo de solo serão feitas com os métodos adequados, definidos a partir desses estudos.
Os dados obtidos serão incorporados ao Projeto Básico para orientar soluções específicas, sem impacto no cronograma. Os estudos seguem em toda a extensão da linha, justamente para mapear o subsolo com precisão e garantir a qualidade das construções.
A previsão de início das obras depende da conclusão do Projeto Básico, em andamento, e das licenças ambientais. A Linha 20-Rosa terá 24 estações, ligando Santo André à Lapa, com expectativa de transportar cerca de 1,4 milhão de passageiros por dia.”
