Linha 20-Rosa do Metrô ganha mais um desafio, agora ‘geológico’

Levantamentos do subsolo feitos pela companhia encontraram formação rochosa inédita em Santo André que exigirão novas técnicas de escavação

Linha 20-Rosa terá 33 km e 24 estações
Linha 20-Rosa terá 33 km e 24 estações (Montagem feita com uso de IA)

Confrontada com questões sobre desapropriações, pátio e prioridades, a Linha 20-Rosa acabou ficando para trás das linhas 16-Violeta e 19-Celeste no cronograma do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). E agora há um novo desafio pela frente, este de ordem geológica.

Técnicos do Metrô de São Paulo identificaram uma formação rochosa inédita durante as sondagens do subsolo, informou a companhia à Folha de São Paulo. A descoberta ocorreu na região da futura estação Portugal, em Santo André, entre 46 m e 52 m de profundidade.

A região faz parte do que seria a segunda fase da Linha 20, mas Tarcísio inverteu a ordem, priorizando o trecho do ABC em vez do trajeto entre Santa Marina e Abraão de Morais, que possui maior demanda e conexões sobre trilhos.

Receba notícias quentes sobre mobilidade sobre trilhos em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do MetrôCPTM.

Área onde deverá ficar a estação

Segundo relatos de funcionários do Metrô, a formação inédita exigirá técnicas inéditas no país, que já lida com a complexidade da bacia sedimentar de São Paulo e das formações do embasamento cristalino. As amostras indicaram ser rochas metamórficas como micaxistos, gnaisses e milonitos, exigindo cuidados especiais nas escavações.

Na prática, trata-se de um subsolo com um tipo de formação com pouca estrutura, que se ‘esfarela’, segundo um técnico que conversou com a reportagem do jornal.

Projeto básico ficará pronto em 2026

Para mitigar riscos, os geólogos estão realizando sondagens e mapeando o subsolo, além de analisar perfis geotécnicos. Desde o início do ano, cerca de 700 sondagens foram feitas a cada 60 metros, com amostras catalogadas para análises futuras.

O governo do estado segue um roteiro diferente na Linha 20 se comparada à Linha 16, que está a caminho do lançamento do edital no início de 2026. No ramal que irá de Teodoro Sampaio a Abel Ferreira, não há projeto básicos, apenas estudos realizado pela Acciona, empresa que é a maior interessada no empreendimento.

Os dois lotes da Linha 20-Rosa (CMSP)

Já na Linha 20 estão sendo realizados o projeto básico, previsto para ser concluído no ano que vem, além de estudos de potencial econômico do ramal, entre outros.

Quando for concluído, o novo ramal terá 33 km de extensão, entre Santo André e Santa Marina, perto da Lapa. A linha contará com 24 estações e dois pátios de manutenção, a princípio, um deles na zona oeste e outro no Taboão, em São Bernardo do Campo.