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Tarifa do Metrô e da CPTM deve subir para R$ 4,00 em janeiro

Reajuste ocorre após dois anos de tarifa congelada e passa a valer a partir do dia 7 de janeiro. Confira os valores
Trem da Frota K
Trem do Metrô: aumento após dois anos

Após dois anos sem aumento, a tarifa do Metrô, CPTM e dos ônibus em São Paulo terá um reajuste de 5,3% a partir de 7 de janeiro de 2018. Com isso, o valor passará de R$ 3,80 para R$ 4,00. Veja abaixo todos os valores informados pela Secretaria de Transportes Metropolitanos.

O aumento é inferior ao da inflação acumulada desde janeiro de 2016 quando a tarifa subiu de R$ 3,50 para R$ 3,80. No início deste ano, o prefeito João Dória, então recém eleito, prometeu não elevar o valor da tarifa unitária, mas reajustou outros tipos de tarifa como o da integração com o sistema sobre trilhos.

Desta vez, as duas esferas de governo justificaram o aumento devido aos custos crescentes com combustíveis, pneus, eletricidade e salários dos funcionários. Além do aumento da tarifa unitária outros bilhetes terão um reajuste menor, baseado na inflação no período, segundo a STM.

Bilhetes Valores atuais Valores propostos
Tarifa básica  R$ 3,80  R$ 4,00
Bilhete Único  R$ 3,80  R$ 4,00
BOM  R$ 3,80  R$ 4,00
Escolar  R$ 1,90  R$ 2,00
Madrugador Comum  R$ 3,40  R$ 3,50
Bilhete Único Integrado  R$ 6,80  R$ 6,96
Madrugador Integrado  R$ 6,10  R$ 6,24
Fidelidade 8  R$ 28,80  R$ 29,50
   R$ 3,69
Fidelidade 20  R$ 70,00  R$ 71,50
   R$ 3,58
Fidelidade 50  R$ 170,00  R$ 174,00
   R$ 3,48
Lazer  R$ 34,00  R$ 34,80
Temporais (Tarifa média por passageiro)  
Exclusivos  
Mensal Comum  R$ 190,00  R$ 194,30
24 Horas Comum  R$ 15,00  R$ 15,30
Integrados    
Mensal Comum  R$ 300,00  R$ 307,00
24 Horas Comum  R$ 20,00  R$ 20,50

Longe de cobrir os custos

A nova tarifa, assim como ocorreu anteriormente, não cobre nem perto os custos do sistema de trens e de ônibus na capital paulista. A CPTM dá prejuízos desde sua criação e o Metrô passou a ser deficitário nos últimos anos. Já os ônibus de São Paulo exigem um subsídio salgado de quase R$ 3 bilhões por ano. E o buraco deve aumentar: com a concessão de linhas de trens e metrô, as empresas privadas têm garantido o repasse de um valor fixo por passageiro transportado. Com isso, o contribuinte, mesmo que não utilize transporte público, terá de cobrir esses déficits.

Nos últimos 20 anos, a tarifa unitária subiu de R$ 0,90 para R$ 4,00, alta de 344% – no mesmo período, a inflação subiu cerca de 366%. Os reajustes, que há alguns anos passaram a ser feitos no início do ano e em conjunto, acabaram perdendo força após os protestos de 2013. Naquele ano, a tarifa havia subido de R$ 3 para R$ 3,20, o que gerou uma grande mobilização e obrigou tanto prefeitura quanto estado a voltar ao valor original.

Apenas em janeiro de 2015, a tarifa voltou a subir para R$ 3,50 e para os atuais R$ 3,80 em janeiro de 2016. Veja abaixo a evolução do preço da tarifa de ônibus em São Paulo desde 1997.

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

Um comentário

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  • “Com isso, o contribuinte, mesmo que não utilize transporte público, terá de cobrir esses déficits.” Não entendi essa parte, poderia explicar melhor?

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