Linha 4 voltará a ter sua extensão ampliada após sete anos

Com inauguração aguardada para o dia 26 de outubro, estação São Paulo-Morumbi acrescentará mais 2,5 km ao ramal além de levá-lo até mais distante da região central
Estação São Paulo-Morumbi: inauguração aguardada para o dia 26 de outubro

Foi no dia 15 de setembro de 2011 que a Linha 4-Amarela teve sua última expansão em trilhos. Nesses sete anos que separam a data de agora o ramal ganhou novas estações como Fradique Coutinho (2014) e Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire este ano, mas permaneceu com os mesmos 9 quilômetros atuais. Essa situação deve mudar no dia 26 de outubro, data em que deverá ser inaugurada a estação São Paulo-Morumbi, décima parada da linha.

Serão acrescidos então cerca de 2,5 km à Linha 4, mas mais importante que isso, levando o movimentado ramal pela primeira vez para uma região mais carente – embora ainda não tanto quanto outros locais da capital. Construída na confluência das avenidas Francisco Morato e Jacob Salvador Zveibil, a estação deve aliviar Butantã, hoje terminal oeste da linha e que em agosto chegou a atender mais de 80 mil pessoas em alguns dias.

Com um terminal de ônibus incluído (mas que deve ser entregue numa segundo momento), São Paulo-Morumbi tem previsão de receber 27,6 mil passageiros por dia, segundo estimativa do Metrô. Parece pouco para uma estação que fica ao lado do corredor de ônibus da Francisco Morato e não muito distante de regiões com muitos moradores.

Véspera do segundo turno

A informação sobre a inauguração na próxima sexta-feira, 26 de outubro, antecipada pelo ViaTrolebus e confirmada pelo MetrôCPTM com uma fonte no governo, indica que novamente teremos uma abertura com viés eleitoral afinal trata-se da véspera do segundo turno das eleições e onde estão disputando dois “aliados” do ex-governador Geraldo Alckmin. Tanto para Márcio França (PSB) atual governador e que havia sido eleito como vice de Alckmin, como para João Doria (PSDB), ex-prefeito de São Paulo após ser indicado pelo tucano, a inauguração de São Paulo-Morumbi não deixa de ser um palanque eleitoral numa semana decisiva.

Entrada do acesso principal de São Paulo-Morumbi

Numa visita durante esta semana às imediações da estação, o site constatou que as obras estão correndo de forma apressada com diversas frentes de trabalho ao mesmo tempo. Os dois acessos, por exemplo, estavam com vários funcionários instalando pisos, revestimentos e vidros enquanto uma grande equipe corre para instalar a imensa estrutura metálica da cobertura e que envolverá também o terminal de ônibus.

Conforme mostrado pelo site Ferroviando, bloqueios, escadas e até a comunicação visual da plataforma já se encontram instalados. A ViaQuatro, concessionária que opera a Linha 4, tem interrompido o serviço em alguns domingos como no próximo dia 21 para permitir que os testes com os trens e a sinalização (incluindo as portas de plataforma) ocorram sem interrupções.

Veja também: Os problemas que o próximo governador de São Paulo terá de solucionar em mobilidade sobre trilhos

 

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  1. As fotos que ilustram a matéria são recentes? Por elas parece impossível a inauguração em uma semana. Estações com obras muito mais avançadas demoraram meses para serem concluídas. Nem a tradicional pressa eleitoral permite acreditar…

  2. Estive lá ontem e já está mais adiantado que nas fotos, se inaugurar sem o terminal de onibus dará tempo com certeza….

  3. Dois dias antes do segundo turno das eleições… algo semelhante ocorreu com a linha lilás, isto é, as últimas três estações foram inauguradas faltando 1 semana para o primeiro turno das eleições…
    Entenda, eu, cidadão paulistano, sinto-me desmotivado a votar para governador no próximo dia 28 de outubro, digo-lhes isso com toda a sinceridade. De um lado, um candidato segue o modus operandi da turma que governa São Paulo há quase três décadas, isto é, sendo mandatário do cargo de prefeito, larga a capital no meio do mandato para lançar-se ao pleito estadual… do outro lado, o candidato que, nos cinco meses de gestão, mostrou-se da mesma verve do ex-governador, ou seja, inaugurar metrô às vesperas do pleito democrático…
    As políticas de mobilidade, pelo visto, seguirão na mesma “velocidade” e “lisura” que vem sendo tratadas há quase três décadas… idependentemente de quem ganhe. Embora eu possa estar equivocado, torço para que assim seja.

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