Terceirização de mão de obra no Pátio Itaquera tem licitação postergada para janeiro
Segundo lote do pregão eletrônico do Metrô de São Paulo tem sido adiada seguidamente
O Metrô de São Paulo empurrou para 13 de janeiro de 2026 a realização do segundo pregão eletrônico para contratar uma empresa que fornecerá mão de obra auxiliar para atividades no Pátio Itaquera. Trata-se de mais um adiamento para um certame que deveria ter ocorrido originalmente em novembro.
O Lote 1, que inclui os pátios Jabaquara e Tamanduateí, ocorreu no começo do mês, mas o Lote 2, que é focado apenas no Pátio Itaquera e é dedicado sobretudo à Linha 3-Vermelha, segue pendente. Os pregões têm um valor de contratação estimado em pouco de mais de R$ 20 milhões.
Originalmente, o Metrô pretendia realizar os pregões em 18 e 19 de novembro, mas uma ação do sindicato barrou a realização dos leilões. O Metrô, contudo, conseguiu uma liminar na Justiça e remarcou os leilões para este mês.
O sindicato da categoria alega que a companhia, em vez de realizar concurso público para repor o quadro de funcionários, tem apelado para a terceirização, no que ele chama de “falsa solução”.
“No POT [Pátio Oratório da Linha 15-Prata], quarteirizam parte do serviço através de uma contratada da Alstom. O pior é que isso se dá através de um acordo espúrio que anistia uma dívida milionária da Alstom com o Metrô”, diz texto publicado pela entidade.
A Alstom, parte do consórcio CEML, recentemente acertou com o Ministério Público e o Metrô o fim de várias disputas judiciais causadas por problemas na implantação do monotrilho na zona leste mediante o pagamento de uma multa de R$ 41,2 milhões.
Em nota enviado ao site em novembro, o Metrô afirmou que o serviço a ser contratado envolve atividades como limpeza e auxílio na desmontagem de peças, liberando os oficiais de manutenção para executar tarefas de maior complexidade.
